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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Mulher, PSICÓLOGA (CRP 05 - 30547)



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DIVÃ ONLINE por Luisa Mascarenhas


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PERGUNTA:

"Doutora, boa tarde! Tenho uma amiga psicóloga que mandou um teste sexy para o namorado onde, assim que ele respondesse, as respostas iriam imediatamente para o e-mail dele, com cópia para ela. Oque o código de ética do psicólogo diz a respeito? No teste tinham perguntas íntimas do tipo... A) Sexo loucura seria com quem? E sexo amor? B) Quantas pessoas vc já transou? C) Gostaria de transar com quem? D) Qual a posição preferida? E coisas deste tipo. Enfim, perguntas onde o coitado do namorado responderia na pressão o que ele não quis responder pessoalmente, e talvez acabaria confessando seus desejos sexuais mais íntimos com outras pessoas. A pergunta é: É com este tipo de testes que os psicólogos trabalham quando seus pacientes não se abrem por livre espontânea vontade? Qual o conselho, por ter mais tempo de carreira, vc daria a ela? Baseado no código de ética do psicólogo, qual a página vc a orientaria a ler ou estudar? Obrigada"

RESPOSTA:

Patrícia, sua pergunta não ficou muito clara em alguns aspectos. Não entendi se sua amiga mandou o teste para o namorado e avisou que ela receberia os resultados por e-mail, ou se mentiu para ele. Acredito que ela tenha dito, então provavelmente se trata de uma brincadeira entre os dois. Não há nesse caso um questionamento profissional, porque foi algo do casal, não uma proposta de diagnosticar um paciente. Não conheço nenhum teste como este que você descreveu, e certamente não é um teste psicológico reconhecido, talvez tenha sido algo que ela pegou em alguma revista ou até inventou para fazer essa brincadeira entre eles. Não existe nada no código de ética que possa dar conta desse tipo de situação, até porque não está referida ao desempenho profissional, e sim à relação entre os dois. Se ela não tiver avisado que os resultados iriam para ela, não se trata de uma falta de ética na profissão, porque não é uma questão entre psicóloga e cliente. Todavia, uma tentativa de obter dados sobre o namorado de uma maneira escusa como essa pode ser considerada um desrespeito a ele, uma invasão de sua privacidade. Mas isso é um problema para os dois resolverem... Quanto à sua pergunta, minha resposta é não. Não é com este tipo de teste que os psicólogos trabalham quando seus pacientes não se abrem espontaneamente, até porque não há outra forma de um paciente se abrir a não ser por livre e espontânea vontade. Se ele não quiser falar de certos assuntos, está em seu direito. Se o tratamento for bem, chegará um momento em que ele tocará nos pontos mais secretos naturalmente e de forma voluntária. A psicologia não busca desmascarar ninguém, e sim ajudar aqueles que querem ser ajudados. Não recomendaria nenhuma leitura específica para sua amiga, porque ela não está ferindo nenhum princípio do código. Na pior das hipóteses, o que ela está fazendo é uma falta de ética no relacionamento. Mas pode ser que não passe de um jogo de sedução entre o casal. Gostaria, no entanto, de entender porque essa história te deixou tão inquieta. Pense sobre isso e volte a escrever se quiser, gostaria muito de falar com você novamente. 



Escrito por Luisa Mascarenhas às 23h32
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PERGUNTA:

"Tive uma 'amiga' que deu em cima do meu namorado por meses a fio, sofri muito porque ele nunca se posicionou contra as atitudes dela, sempre a defendeu quando eu falava qualquer coisa. Hoje ela não é mais minha amiga, e nem do meu namorado porque eu provoquei este afastamento. Acontece que às vezes toco no assunto com ele e ele não se posiciona com relação a ela, além de ficar bravo comigo. Penso nisto todos os dias, é uma dor que me martiriza, gostaria de superar e de não precisar mais ouvir da boca dele que ela isso ou aquilo. Preciso esquecer e não consigo? o que faço?"

RESPOSTA:

Amanda, por tudo que você disse, fico pensando o que você gostaria exatamente que seu namorado tivesse feito. Você parece ter se sentido desrespeitada de alguma maneira ou talvez preterida. Pode ser que sua amiga tenha mesmo buscado seduzi-lo como você acha, ou quem sabe você fantasiou, criou uma história com a qual ele não concorda e não pretende compactuar. Pode ser ainda que ele saiba que ela de fato deu em cima, mas sentiu-se lisongeado com o flerte e não quis dar um basta. É claro que costumamos querer que nosso parceiro "tome as nossas dores" e dê limites a situações como essa, mas nem sempre as pessoas agem da maneira que supomos ser a mais correta, aquilo que faríamos se estivéssemos no lugar do outro. Ele pode ter achado na época que o melhor era não "colocar lenha na fogueira", não instigar seu ciúme e sua insegurança constatando para você em palavras o que estava ocorrendo e mostrando revolta em relação à sua amiga. Preferiu colocar panos quentes, dizer que não era nada disso, que sua amiga era uma pessoa legal, etc. São muitas as possibilidades, estando entre elas também a chance de ele sentir uma certa satisfação com seu medo de perdê-lo. Se ele não se posiciona em relação à ela e fica bravo quando você fala do assunto é porque provavelmente discorda da maneira como você agiu. Não exija que ele pense como você nem que passe a mão na sua cabeça. O importante é ele ter respeitado o limite que você impôs. Você desconfiou do caráter dela e a afastou do convívio de vocês e ele aceitou (pelo menos é o que parece pela sua pergunta). O que você quer mais? Que busca é essa da qual você não se cansa? O que você não ouviu até agora e que precisa ouvir para dar conta dessa angústia? Você parece estar querendo que ele lhê diga que você é a melhor mulher do mundo, a única para a qual ele tem olhos, que sua amiga é infinitamente pior que você e que você não precisa se preocupar com nada, porque ele é todo seu e só seu. Só que você não está enxergando os fatos. Não reconhece que, por mais revoltado que ele esteja com a situação, ele está do seu lado. Não espere dele tantas garantias, é você quem deve estar segura de seu valor. Quanto mais você cobrar tudo que quer ouvir dele, mais difícil será de conseguir. Ninguém faz gestos de amor sinceros sob pressão e exigência. Permita que ele demonstre amor da maneira dele. Se chegar um momento em que o que ele te oferece afetivamente lhe pareça insuficiente ou inadequado àquilo que você deseja, pense se é o caso de investir nessa relação. O essencial é que você tire proveito dessa inquietação para rever a forma com que você se relaciona consigo mesma e a maneira com que conduz sua união. Aguardo notícias suas.



Escrito por Luisa Mascarenhas às 00h46
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PERGUNTA:

"Queria saber por que me sinto só mesmo tendo amigos e família, sinto uma vontade incontrolável de me machucar, não agüento mais viver. Choro toda noite, tá dificil, é uma tristeza muito forte. Eu vou em uma psicóloga, tomo remédio mas não tá adiantando. Às vezes quando eu estou bem tento fazer o que for para me sentir mal, evito ficar feliz, coisas que me fazem feliz, não porque eu não gosto mas...eu não sei, não sei mesmo, quero me sentir bem mas não quero, acho que por medo, não sei..."

RESPOSTA:

João, pela sua pergunta é possível perceber o nível de angústia pela qual você está passando. Há indícios de uma depressão grave, mas é claro que tenho poucas informações sobre você, então não é possível afirmar nada. Você está aparentemente buscando encontrar uma saída para suas questões ao fazer terapia e tomar os remédios prescritos. Só não sei o quanto você está colaborando para seu tratamento e como este está sendo conduzido. Talvez o remédio que você está tomando não esteja surtindo os efeitos desejados, e isso deve ser discutido com seu psiquiatra (você não mencionou, mas acredito que tenha um, já que está sob medicamento). Não era para você estar se sentindo desta forma se a medicação estivesse funcionando da maneira devida. Mas também não sei qual era seu estado anteriormente. Se houve progresso, então dê uma chance ao remédio e à sua psicóloga e faça sua parte para que sua vida tome um rumo mais positivo. Se não houve progresso algum, então reveja o tratamento, discuta seu caso com os profissionais responsáveis. Sei que parece incoerente para você sentir ao mesmo tempo desejo de melhorar e de permanecer infeliz. Parece estranho, mas ocorre de nos acostumarmos ao sofrimento e até nos apegarmos a ele. A felicidade pode significar o desconhecido para você, aquilo que não é previsível nem controlável. Aí você pensa: "É melhor ficar assim triste porque esse mal eu já conheço. Se eu ousar ficar bem posso acabar caindo do cavalo e passando por situações que eu acho que não dou conta." Buscar a felicidade significa apostar em algo para sua vida, desejar, escolher. Então pode surgir o medo do fracasso, da perda, da frustração. Pense sobre tudo isso e leve as reflexões para sua psicóloga. Se você ainda não está seguro de que quer ser feliz, pelo menos assegure-se de que está conduzindo seu tratamento da maneira correta e investindo na sua melhora. O resto será conseqüência.     



Escrito por Luisa Mascarenhas às 01h55
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PERGUNTA:

"Tenho um relacionamento de 5 anos, desse relacionamente tivemos um filho, no começo foi tudo uma maravilha, alegrias, amor, companherismo. Só que agora a gente briga demais, ele reclama que eu fumo (detalhe: ele fuma também) mas ele nao gosta de ver mulher fumando. Quando ele chega que estou com cheiro de cigarro ele se afasta de mim, acho que nosso relacionamento está acabando por isso.?? Na verdade nao sei. Ele falou comigo que quando eu fumo o seu amor por mim fica de baixo do chinelo. Fiquei muito chocada com essas palavras. Por que pra mim amor tem que estar acima de tudo, vícios, manias, e etc. Aceitei o nosso amor com todos os defeitos que ele tinha e tem, com toda carga de vida dele (4 filhos, uma mulher que mora na casa que é dele só que bem longe em Fortaleza e ele mora no Rio). Queria muito saber o que falar com ele. amo de+"

RESPOSTA:

Mônica, o cigarro parece não ser a questão central entre vocês. Provavelmente essa implicância dele com um vício que ele próprio tem está sendo usada em lugar de outra coisa, como expressão de algum ressentimento até agora oculto. Ele usa o cigarro como um motivo para rejeitá-la, o que soa um tanto agressivo. Talvez ele mesmo ainda não saiba porque está agindo assim, ou pode saber e não estar conseguindo dizer por alguma razão. Você também pode estar usando o cigarro para deslocar para este assunto quase banal (pelo menos para um casal de fumantes) problemas mais complexos e dolorosos de lidar. Talvez fumar seja uma forma de atingi-lo em alguns momentos. Acho fundamental uma conversa franca entre vocês, e que haja reflexão das duas partes para compreender o que de fato está gerando tantas brigas. Ambos precisam dedicar um tempo para pensar na relação e nas formas de superarem juntos (ou se necessário separados) essas adversidades. O essencial é não deixar se prolongar uma relação repleta de mágoas e ofensas, porque pode ser que fique tarde demais para recuperar a união e o amor de vocês.   



Escrito por Luisa Mascarenhas às 00h53
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PERGUNTA:

"Queria entender pq saí de um relacionamento mesmo sabendo q amava a pessoa mas q ela não era pra mim, por sair comigo até uma certa hora e depois sair escondido, eu o amo mais não confio, pois se mente é pq faz algo q eu não aprovaria, terminei e hoje apenas ''ficamos'', mas não estou satisfeita, queria q ele fosse como no 1° ano de namoro, ele gostava da minha companhia, não me trocava por farras, quero seguir em frente mais o amo muito e não sei o q fazer, ele fica sem sair por um tempo e depois volta novamente, se vc estivesse no meu lugar o q faria, aceitaria e tentaria ser feliz assim(afinal nenhum homem é perfeito)ou tentava esquecer e quem sabe encontrar alguem melhor?

RESPOSTA:

Bruna, não há fórmulas para resolver essa sua questão. Só você pode saber o que sente por ele e o quanto sua falta de confiança atrapalha sua felicidade. Você diz que queria que ele fosse como era no primeiro ano, o que sugere que você almeja uma relação em outros termos. A questão não é o que eu faria em seu lugar, é o que você quer para sua vida. Só você pode fazer essa escolha. É claro que ninguém é perfeito, mas a confiança é um fator fundamental num relacionamento. Se você acha que consegue investir numa relação nestas condições, vá em frente e dê uma chance ao seu sentimento. Mas se você precisa de mais segurança para cultivar um relacionamento, então reflita sobre isso e lembre-se que o amor pode até ser a base de uma união, mas não é suficiente para sua continuidade nem garantia de bem estar e satisfação. Seu amor por você e seu compromisso com seus valores e com sua forma de ver o mundo são essenciais para sua felicidade.



Escrito por Luisa Mascarenhas às 01h08
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PERGUNTA:

"Oi Luisa, bem olhe só o que se passa na minha vida. A tres anos o meu ex-noivo terminou comigo depois de 8 anos de relacionamento e faltando 3 meses para o casamento, quando ja tinhamos tudo pronto, inclusive nosso apto, na realidade ele conheceu outra, e hoje mora com ela, sofri muito e ate tentei o suicidio, meses depois me envolvi com outra pessoa ja estamos juntos a 2 anos e meio, sinto que ele gosta de mim, porem ja deu varias mancadas, dentre ela "cantou minha amiga", ela me contou e ele confessou, nos separamos...e por muita insistencia dele voltamos, mesmo por que o sentimento que tenho por ele é forte, quando nós falamos em casar por muitas vezes ele se mostra super interessado, outras horas muito confuso, tem momentos em que faz projetos, e quase pouco tempo depois ja diz que não é mais nada daquilo...fala muito em ter filhos, mas ele ja tem um com uma outra pessoa, teve esse filho com 23 anos hoje ele tem 30. A moça não era sua namorada, e nem mesmo ela sabia se o filho era dele, só apos o exame de DNA, que ficou comprovado, mesmo assim ele não quer contato com a criança, isso me incomoda. Hoje ele mora sozinho, o trabalho dele toma a maior parte do seu tempo. Eu o amo, mas não sei mas o que esperar uma vez que também brigamos muito, gostaria muito que o nosso relacionamento desse certo, mas as vezes sinto que estou investindo em algo que não tera futuro....simplesmente me sinto perdida e sem ter o que fazer...o dialogo hoje é muito dificil."

RESPOSTA:

Paula, por tudo que você disse é possível concluir que não há confiança nessa relação. Você o ama, mas não acredita num futuro juntos. A sua história de desilusão amorosa e a história dele como um pai ausente tornam ainda mais difícil seu investimento neste relacionamento. Cabe somente a você tomar as rédeas de sua vida afetiva, decidir o rumo que quer dar a essa história. O diálogo entre vocês seria o melhor caminho para esclarecer a situção e trazer mais dados para que você pudesse optar pela continuidade ou rompimento com maior convicção. Mas você já diz de antemão que o diálogo atualmente está difícil. Isso já evidencia que a relação não está boa. Se você não pode compartilhar suas inquietudes com ele é porque falta cumplicidade e consideração. O panorama que você descreve é de uma relação frágil e instável. O amor é essencial num relacionamento, mas não é suficiente para que vocês sejam felizes juntos. Há muitos outros fatores envolvidos, como a comunicação entre o casal, o respeito, a admiração, o carinho, etc. Se não houver uma base racional nos sentimentos cultivados, a relação está destinada ao fracasso. Abdicar do amor por alguém é muito doloroso, mas seu amor por si mesma e o compromisso com sua felicidade devem ser prioritários. Até porque após consecutivas frustrações e conflitos o amor pelo outro também se deteriora e resta apenas ressentimento e a lembrança triste e saudosa de uma relação que já não existe mais. Pense se quer dar uma chance a essa relação e de que maneira pode tentar resgatá-la. Se perceber que não há mesmo uma solução satisfatória, prepare-se e tome uma decisão. O que não vale a pena é viver no meio do caminho, com medo de perder algo que já se foi. Ou você acredita nessa história que estão construindo ou cria uma nova história para sua vida.



Escrito por Luisa Mascarenhas às 16h06
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Queria agradecer a todos vocês que visitam meu blog e de vez em quando participam com comentários e perguntas e desejar-lhes uma ÓTIMA PÁSCOA!!!   



Escrito por Luisa Mascarenhas às 23h53
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PERGUNTA:

"Fiz terapia cognitiva sistemica durante 1 ano, e faz duas semanas que resolvi parar o tratamento. Não consigo melhorar minha auto estima e minha psicologa disse que estou com depressão moderada. Ela quis indicar um psiquiatra pra tomar remédios... porém não sei, acho que se eu tomar remédio vou tá assumindo minha fraqueza, afinal é dificil assumir essa tal depressão. E outro fator acho que o remédio é uma forma de simular um falso bem estar... bem to muito confusa, sem auto estima e sem terapeuta, sinto falta da minha psicologa e me sinto muito solitária, porém agora eu perdi por escolha própria e pessoa que poderia me ouvir... meu dias estão sendo super complicados... bem .... parabéns pelo blog e pela iniciativa. Um abraço."

RESPOSTA:

Ana, se você sente falta de sua psicóloga e quer voltar a se tratar, não deixe de procurá-la. Conte a ela suas apreensões em relação à medicação e continue seu tratamento. Pode ser que você esteja mesmo com uma depressão moderada e um psiquiatra possa atuar no seu caso em conjunto com sua terapeuta. Não se preocupe tanto com o rótulo da depressão. O remédio às vezes funciona apenas como uma alavanca para o bem estar. Não é uma simulação, ele ajuda a alterar padrões químicos. Além disso, pode ser que seu uso seja por um breve período, dependendo da orientação. Muitas pessoas se beneficiam do uso de remédios, e pode ser que no seu caso seja útil. Só acho importante que o uso de medicamento seja evitado quando não há necessidade e que sua utilização seja feita com acompanhamento constante de um bom psiquiatra. Se tomar remédio é sinal de que há doença, é também sinal de que há como superá-la. E não tomar pode significar permanecer doente por mais tempo... Enfim, o fundamental é que você procure sua terapeuta e discuta com ela todas essas questões. Espero ter ajudado!



Escrito por Luisa Mascarenhas às 23h30
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PERGUNTA (para ler a pergunta completa veja os comentários do dia 07 de abril):

"Acho que tenho uma doença. Penso que é síndrome de rejeição(...). Não tenho problema de auto-estima, acho que não, se bem que tenho dificuldade em acreditar que as pessoas podem gostar de mim de verdade por muito tempo. (...) meu problema não é exatamente medo. Ou talvez seja, quem sabe eu tenha me acostumado tanto a evitar as pessoas que nem sinto mais medo delas(...) Não acho que seja depressão, pois não sinto tristeza, não penso em morrer (se bem que se morresse não teria problema), me divirto sozinha. Moro só e acho que não sei se saberia viver com alguém(...). O fato é que não formo vínculo com as pessoas. Não sei se as pessoas não gostam de mim, pelo menos elas gostam no início, acho que causo boa impressão, mas é tudo muito bom até quando começam a exigir mais atenção. E acho que a certa altura percebem que eu não sou tão interessante assim. Eu gosto de todo mundo, mas eu fujo, nunca telefono, não dou parabéns de aniversário. Em certos momentos sinto uma imensa necessidade de não falar nada, então fico em silêncio e isso aparenta estranho para quem está perto. Um "namorado" (entre aspas porque acho que nunca foi um namoro de verdade,justamente porque eu sou assim) me dizia que eu não me abria com ele, não sabia o que se passava comigo. No fundo éramos dois estranhos. Eu não conto o que se passa comigo, não gosto de me abrir, se bem que acho que se tivesse com quem seria ótimo. Até teria com quem, conheço uma pessoa com caráter ótimo, absolutamente confiável, a gente tenta ser amiga, mas ela é meio como eu, não telefona, não me procura e a gente fica assim, distante, se estranhando (...). É como se houvesse uma barreira entre nós, algo que não se dissipa, mesmo tendo já passado por tanta coisa junto. A gente se conhece há meses, já brigamos, já discutimos. Mas ainda assim nos sentimos imensamente estranhas uma com a outra. A gente ainda se fala às vezes porque um dia estabelecemos que queremos ser amigas e pronto. (...) Não consigo formar vínculo muito bem nem com a minha mãe, que é minha vizinha e com quem não falo há dias, nem sei bem o motivo, a gente se acostumou a ser assim, também nunca nos demos muito bem, apesar de que brigamos pouco nessa vida. Nós não temos afinidade, e acho que ela não gosta muito de mim. Eu não sei quem é que nessa vida gosta de mim, acho que só aqueles que me conhecem menos. A pessoas sempre me procuraram, mas agora estamos envelhecendo, elas estão tomando seus rumos e estou começando a ver que se continuar assim vou acabar absolutamente sozinha. Isso é uma doença? O que eu tenho? Isso tem nome? Ou será que é simplesmente uma característica da minha personalidade? Ou seria um caso para a psquiatria? Eu queria muito saber o que é isso... (desculpe a mensagem muito comprida... tomará tempo pra ler mas não exijo muito da sua resposta.... apenas uma linha pra dizer o que é já me deixará muito satisfeita!) Obrigada"

RESPOSTA:

Há muitos detalhes em sua história, mas é mesmo possível haver uma extrema dificuldade em lidar com a rejeição. Se temos medo de sermos rejeitados, acabamos não criando vínculos, porque assim não corremos perigo nem de rejeição nem de abandono. É uma forma de defesa, que provavelmente teve uma função importante em determinado momento de sua vida, mas que agora parece não fazer mais sentido e está atrapalhando seu bem estar, impedindo a construção de relações amorosas e de amizade. Não acho importante dar nome a essa sua questão, o essencial é que você busque ajuda. Um psicólogo poderá lhe dizer, após algumas conversas, se é o caso de procurar um psiquiatra. Não deixe de procurar um profissional, certamente isso lhe trará muitos benefícios e ajudará na superação desses obstáculos.  



Escrito por Luisa Mascarenhas às 22h27
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PERGUNTA:

"Olá... eu realmente preciso de ajuda... minha auto-estima sempre foi abaixo de zero, inexistente mesmo.. queria saber como a gente faz pra melhorar a auto-estima??? Já tentei 10000 tratamentos, nada funcionou.. Simplesmente não consigo me aceitar e me amar como sou.. sempre me sinto inferior às outras mulheres, especialmente em relação às minhas irmãs, q são mto + bonitas e não são tão magras como eu.... queria engordar, mas não tem jeito. Tb já tentei tratamentos, mas não adianta.. Odeio meu nariz e vivo atormentada por isso.. parece fútil, mas isso me faz sofrer.. pois não suporto me ver em fotos ou filmagens.. isso me deixa deprimida. Sei q o + importante é o q somos por dentro, mas num país q cultua tanto as aparências como o nosso, é difícil não ligar pras coisas feias q temos. Não ter auto-estima é horrível, pois isso afeta todas as áreas da minha vida.. No meu namoro, sou mto insegura, ciumenta e possessiva... Por favor, me ajude!!!! Obrigada"

RESPOSTA:

Mônica, não sei que tipos de tratamentos você tentou, mas certamente uma boa psicoterapia poderia ajudá-la. Às vezes a baixa auto-estima está ligada a um quadro depressivo, ou pode realmente ser uma característica sua já antiga que você precisa ultrapassar. Você não tem que se achar linda para se amar, esse amor por si mesma tem que ser incondicional, tem que ser o princípio de tudo. Não há como você estabelecer relações afetivas saudáveis se não consegue amar a si própria. Estou lendo um livro muito interessante que acho que poderá ajudá-la - "Saber Amar - gerenciando os sentimentos com inteligência", do psicanalista Luiz Alberto Py. O primeiro capítulo do livro é dedicado exatamente à auto-estima e vai lhe gerar muitas reflexões. Segundo o autor, para recuperar a auto-estima é necessário desmistificar os falsos valores que colocam o sucesso (no seu caso isso inclui a beleza) como condição para que alguém goste de si mesmo. O psicanalista argumenta que é preciso atenção e paciência para aos poucos resgatar a capacidade de amar a si próprio independente de qualquer coisa. Ele diz que através da tolerância aprendemos a lidar com os erros e, ao tolerarmos nossos erros, reforçamos nossa auto-estima. Py diz que o amor-próprio se revigora quando nos esforçamos buscando o aprendizado. Destaca também que há uma grande diferença entre ter auto-estima e não aceitar os seus próprios defeitos. Quanto mais você gostar de si mesma, mais empenho e energia você terá para aprimorar suas qualidades e superar ou amenizar seus defeitos. O autor diz que a auto-estima é "uma atitude interna de carinho e amizade pelo ser humano que cada um de nós é." Busque ler esse livro, acho mesmo que vai ajudá-la. Aguardo notícias suas.      



Escrito por Luisa Mascarenhas às 02h03
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PERGUNTA:

"Oi, Estou passando por depressão e uma certa fobia já faz um bom tempo e estou fazendo tratamento com um psicologo e com um psiquiatra, mas tenho visto muitas melhorias. Estou assustada, parece que tudo na minha vida está por um fim...primeiro, terminei um namoro de dois anos e não tenho prazer em nada que eu faço. Não consigo ver um futuro...Obrigada!"

RESPOSTA:

Nila, fiquei aqui imaginando o quanto esse momento deve estar sendo sofrido para você. Mas você está no caminho certo, buscou ajuda de profissionais e agora precisa colocar fé nas providências e atitudes que está tomando. Não há tratamento psicológico que faça milagres, para que mudanças significativas possam se realizar é necessário paciência e persistência. Se você confia nos profissionais escolhidos, faça sua parte colaborando com o tratamento e acreditando nele que o tempo trará o bem estar que você almeja. Essa negatividade em relação à vida é passageira, aos poucos seu olhar para as pessoas, para os acontecimentos e para si mesma estará mais alegre e você se sentirá mais confiante. De qualquer maneira, volte sempre que quiser desabafar e compartilhar suas experiências, buscarei ajudá-la no que puder!   



Escrito por Luisa Mascarenhas às 01h48
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PERGUNTA:

"Amo uma pessoa a 15 anos, hoje tenho 30, sempre fomos muito amigos, nunca passou disso, apesar de ele sempre saber dos meus sentimentos. Nos afastamos e nesse periodo me casei, tive filhos, ele se casou e tem filha, a algum tempo nos reencontramos e nossa amizade cresceu muito, sou amiga da esposa dele e ele do meu marido, mas ele sabe que eu o amo muito, ambos nao somos felizes no casamento, mas mesmo assim ele nao tem coragem de trair a esposa, mas percebo em seus olhos que ele tambem me deseja, estou perdida, tem dias que acordo sem rumo, porque ele não tem coragem de ficar comigo sabendo que o quero tanto! Ele me liga todos os dias, sempre vem me ver, mas nunca rolou nem um beijo... Ele nem aceita que me quer e nem se afasta de mim, pelo contrario quando ele tem problemas com ela ele me conta tudo... meu coração está em pedaços... e o pior é que não consigo esquecer e nem quero... tenho sempre a esperança de um dia as coisas vão mudar e algo vai acontecer e vamos ficar juntos..

RESPOSTA:

Conviver com esse amor reprimido deve ser mesmo uma difícil tarefa. Você disse que ama este amigo há 15 anos, mas nunca nada aconteceu entre vocês. Isso certamente levanta a dúvida se há reciprocidade no sentimento. Se ele sempre soube que você o amava podia ter tomado alguma atitude em tanto tempo. Mas ao invés disso casou-se com uma outra pessoa, assim como você. Ambos construíram uma família e uma relação amorosa e aí vieram a se reencontrar e retomaram a amizade. A história se tornou ainda mais complexa, já que você é agora amiga da mulher dele e ele amigo do seu marido. Já não há mais como anular tudo isso e voltar ao passado. Se de fato houver amor da parte dele também, é possível que vocês ainda venham a se relacionar, mas o custo será alto para os dois, já que chegaram num ponto onde há outros envolvidos que são significativos na sua vida e na dele, inclusive os filhos de ambos. Você espera que as coisas mudem, algo aconteça e vocês fiquem juntos, mas o que seria esse algo? Aparentemente nada vai acontecer a não ser que você busque passar a limpo essa história, converse com ele, descubra como ele se sente. Mas esteja consciente de que suas atitudes poderão alterar completamente o atual contexto. Há vários riscos em toda essa história, desde sentir-se rejeitada, perder a amizade dele, dela ou de ambos, colocar em crise sua relação e talvez seu casamento... Se houver reciprocidade e ambos estiverem dispostos a enfrentar as conseqüências desse relacionamento então sigam em frente. Mas esteja atenta à aposta que você está fazendo. Pense sobre o que seu casamento significa para você, qual é seu sentimento por seu marido, como sua vida seria caso houvesse essa mudança. Será que você não está idealizando demais este amigo e seu amor por ele? Será que não está usando essa paixão para fantasiar uma vida perfeita, e não encarar as frustrações e insatisfações próprias ao dia a dia? Acho que mais importante do que saber o que você vai fazer em relação a este amor, é entender o que está gerando infelicidade no seu casamento e se vale a pena tentar resgatá-lo. Se valer, pense as maneiras de mudar para melhor a vida a dois. Você parece estar desviando para a fantasia questões que você está vivendo na prática. Antes de tomar qualquer atitude, reflita sobre todos esses aspectos e só então faça os movimentos necessários para alcançar sua felicidade. Se precisar, escreva novamente!  



Escrito por Luisa Mascarenhas às 18h49
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PERGUNTA:

Luisa sou grande leitora de Freud e gostaria de saber... como ele responderia a este caso: "pq o homem trai tendo uma pessoa que diz ser maravilhosa"... Vc consegue imaginar uma resposta dele?? Beijos n'alma

RESPOSTA:

Tata, em uma pergunta anterior falei um pouco sobre este tema. Mas me referi a um caso específico, então vou buscar falar sobre o assunto numa perspectiva mais teórica. De acordo com Freud, nosso desejo não se esgota e pode se vincular a princípio a qualquer coisa, sendo seus objetos definidos pela história psíquica de cada pessoa e as circunstâncias em que ela se encontra. Não há como dizer o que é certo e errado no desejo. Mas existem expectativas culturais e não há como escapar totalmente à sociedade em que estamos inseridos. No entanto, do ponto de vista psicanalítico, não há nada de estranho no fato de um homem trair uma pessoa que considera maravilhosa. Afinal de contas, o desejo nos coloca em situações muitas vezes conflitantes. Ele pode amar muito alguém, mas desejar uma outra e querer relacionar-se com ela. Em última instância, ele poderia até amar mais de uma pessoa. Há muitas maneiras de amar e de desejar. No caso que você descreveu, é interessante, contudo, pensar no risco que esse homem está correndo, já que pode colocar a perder um grande amor. Hipoteticamente, ele poderia estar com isso expressando uma necessidade de transgressão das regras sociais, uma dificuldade de lidar com limites e frustrações, uma agressividade em relação à pessoa amada (talvez até por sentir-se emocionalmente dependente dela) ou poderia ter sido infiel porque achou válido viver seu desejo, mesmo sabendo que pode vir a pagar caro com isso. Há infinitas hipóteses e não há como afirmar nada. Somente que não há coerência no desejo e talvez o compromisso deste homem que "inventamos" seja mais com sua liberdade sexual do que com sua relação amorosa. Pode ser que ele acredite que possa ter ambas e por isso nem mediu o risco que está correndo. Enfim, podemos discorrer sobre o tema por horas, mas por agora fico por aqui esperando mais questionamentos seus. Aguardo o próximo contato! 



Escrito por Luisa Mascarenhas às 02h20
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PERGUNTA:

"Tenho 29 anos, estou desempregado (eu trabalhava com vendas)e minha namorada está conseguindo ascender profissionalmente de forma espantosa. Moramos juntos, ela paga as contas, trabalha como uma moura e eu me sinto inútil e derrotado. Como se isso fosse pouco, esse complexo de inferioridade vem me fazendo broxar sucessivamente. Ela ela usa um trocadilho maldoso, de que estou "duro" na coisa errada. Como devo lidar com a situação? Atenciosamente, Rogerio"

RESPOSTA:

Rogerio, a circunstância que vocês estão vivendo é mesmo delicada. Imagino que este descompasso entre vocês seja incômodo a ambos. Para você, que está temporariamente numa situação desfavorecida deve ser ainda mais difícil. Esse seu sentimento de inferioridade e fracasso pode mesmo estar influenciando diretamente sua vida sexual. Muitas vezes a impotência sexual está vinculada a uma sensação de impotência generalizada sobre a vida, o trabalho etc. Mas certamente este tipo de trocadilho usado por ela em tom sarcástico não acrescenta nada de positivo a este momento que estão vivenciando. Uma brincadeira pode ser um modo de descontrair e relaxar, mas também pode ser uma forma de agressão. Se for esse o caso, vale a pena dizer a ela como você se sente. Em relação ao trabalho, o que você vem fazendo para mudar sua situação? Uma atitude pró-ativa e batalhadora pode fazer toda a diferença na sua auto-estima e na visão que sua namorada tem de você. Uma pessoa desempregada pode adotar uma postura de vítima ou de guerreiro, alguém que acredita no próprio potencial e corre atrás de oportunidades. Um outro dado importante a ser destacado é que talvez inconscientemente você esteja brochando para agredi-la, já que está se sentindo humilhado - por estar em desvantagem e sendo ofendido com comentários maldosos - e ao mesmo tempo numa posição de dependência financeira (o que pode gerar muita ambivalência). São muitos os fatores envolvidos, mas certamente uma comunicação aberta, sincera e amorosa entre vocês pode ajudar muito. E enquanto você está na busca de trabalho, ache um tempinho para fazer algum hobby que te dê prazer e traga realização. É interessante fazer algo que te desafie e no qual você possa se aprimorar. Se sua impotência permanecer, pode ser proveitoso procurar um sexólogo ou mesmo um psicólogo. Se precisar, escreva novamente!



Escrito por Luisa Mascarenhas às 03h03
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PERGUNTA:

"Oi quem me indicou seu blog foi uma amiga,ela ADOROU.Então resolvi escrever.Vou tentar resumir as coisas..rs;tem mais ou menos 1 ano que conheci um cara,depois de um termino de namoro frustante,saimos algumas vezes,e depois ele deu uma sumidinha basica..voltamos a nos reencontrar e foi MARAVILHOSO;tudo de bom,rola uma quimica pra la de boa...mas quando conversamos e disse que queria uma coisa mais seria,ele veio com um papo que nao queria me magoar e me envolver em um triangulo,ok? aceitei e continuamos a ficar..só que ele começou a namorar uma terceira,nesse meio tempo ele deu uma outra sumida..só que voltou a me procura estando namorando.Queria sua opinião, em relação ao pq, o homem traia tendo uma pessoa que diz ser maravilhosa.No meu caso, a gente se da muito bem,adoramos estar um com o outro,sinto que ele gosta de mim,agora nao sei se é somente sexo?! Sei que falando assim da a entender que estou sofrendo,mas nao;só queria entender um pouco a cabeça masculina. Beijinhos Kaka"

RESPOSTA:

Kaka, imagino que você fique confusa, já que quando vocês estão juntos tudo parece ótimo. Mas ele mesmo foi sincero quando disse que não queria te envolver num triângulo. Ele não a iludiu, mas mesmo assim você criou expectativas. Entendo que você fique intrigada com essa forma dele agir. Pelo seu ponto de vista isto parece não fazer sentido algum. Acho que é possível dizer que de uma maneira geral os homens vivem seus relacionamentos de uma maneira mais libertina que as mulheres, mas certamente isso não é uma regra. Busque não generalizar esses comportamentos, porque você pode encontrar várias pessoas que não agiriam da mesma forma. E talvez, pensando que isso é uma típica característica masculina, você acabe se permitindo levar adiante uma situação que te deixa desconfortável. Mais importante do que descobrir o que o leva a cultivar vários relacionamentos simultâneos é refletir sobre o que você quer para você neste momento e se é válido dar continuidade a esta relação. Talvez o sexo para ele seja realmente o elo de ligação entre vocês, ou quem sabe haja um envolvimento maior. Sobre isso só podemos especular. Mas o que de fato interessa é o que você espera dele e o que deseja para você. Veja se há coerência entre as duas coisas. Se ele não pode oferecer o que você quer, pense se te interessa o que ele pode oferecer na prática. Se não interessar, tome uma decisão e busque sua felicidade. Volte sempre que quiser, estarei aqui para ajudá-la!



Escrito por Luisa Mascarenhas às 18h06
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PERGUNTA:

"Luisa, meu namorado terminou comigo para voltar para a ex dele. Não estou conseguindo viver, não aceito a sensação de tê-lo perdido. Não consigo mais sorrir, vivo triste e chorando pelos cantos. As pessoas falam que com o tempo eu vou esquecer e arranjar outro, mas eu não consigo achar nenhum homem atraente, não consigo me imaginar com outra pessoa e quando olho em volta não vejo ninguém com quem eu possa me relacionar. A minha vida anda meio sem graça, sem sentido... Não sei o que fazer..."

RESPOSTA:

Anne, é verdade que geralmente o tempo nos ajuda a curar nossas mágoas e nos desprender de amores passados. Mas todo rompimento exige um momento de transição que para a maioria é extremamente doloroso. Você não disse há quanto tempo vocês terminaram. Se foi algo recente, talvez você esteja se precipitando ao se cobrar estar bem logo e partir para novas relações. Pode ser que você necessite de um período mais introspectivo e reservado para conseguir digerir emocionalmente sua perda. Se o término já foi há bastante tempo, então talvez você possa se beneficiar de uma terapia. Nem sempre conseguimos ultrapassar sozinhos os obstáculos que a vida nos impõe. Numa terapia você terá o suporte necessário para entender o que está ocorrendo e vencer essa dor que está te fazendo sofrer e impedindo-a de levar a vida adiante. Espero ter ajudado! 



Escrito por Luisa Mascarenhas às 15h41
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Para fazer perguntas, tirar suas dúvidas ou sugerir temas para reflexão use a área destinada a comentários.

Aqueles que preferem não se expor podem usar nomes fictícios, o importante é serem claros nas questões para que eu possa ajudar! Aguardo a participação de vocês!



Escrito por Luisa Mascarenhas às 01h20
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PERGUNTA:

"Nossa eu to aqui pq queria comentar minha situaçao... eu num aguento mais ser o cara legal q so manda mau... ja to cansado de chegar em mulheres e escutar so "nao, vc e eu somos muito amigos" e coisas do tipo... to cansado de ajudar os otros e em troca eu so me fodo... ja me falaram q ser considerado bonsin nao é bom mas eu nao consigo mudar... num sei q q eu faço... acho q as mulheres reclama q nao tem mais homens legais pra se envolverem mas elas so se interessam por caras q num prestam... ai quebram a cara e fala uma coisa dessas... o nem sei mais oq fazer oq eu to fazeno de errado? obrigado desde ja"

RESPOSTA:

Roberto, entendo que após tantas decepções sua sensação seja de revolta e frustração. Mas responsabilizar os outros pelo que está ocorrendo não vai ajudá-lo. É preciso que você reflita sobre a maneira como você se sente e se posiciona perante as mulheres. Sua bondade certamente não é o que está atravancando sua vida amorosa. É possível que haja insegurança e medo de rejeição e você transmita isso sem se dar conta. A falta de autoconfiança pode estar sendo um empecilho no momento da conquista. Pense sobre isso e volte a escrever sempre que quiser!      


 



Escrito por Luisa Mascarenhas às 17h48
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PERGUNTA:

Luisa, me deparei ontem com uma frase que me interroga pessoalmente por motivos varios, talvez identificaçao e questionamento. A autoria eh do Lacan e diz "todo saber eh defesa contra o desejo". O saber eh construido e o desejo nao? Alguem que anda bem proximo ultimamente me disse, quando estavamos conversando sobre a tal frase, que todo desejo e sofrimento (ele costuma ser quase sempre profundo no q. diz...). Ainda temos Platao e seu banquete que diz que a gente so deseja o que nao tem. Bem, o desejo me parece uma permanente incognita. Queria, sobretudo, poder dividir com voce um entendimento possivel, interpretacoes, sobre as palavras de Lacan e essas minhas ramificacoes de pensamento. Vamos la? Vai ser uma honra! beijos Ciça

RESPOSTA:

Ciça, o desejo é certamente uma incógnita para todos nós. Isto porque o desejo aponta para a falta. Somos constituídos como não-todos e é isso que nos impulsiona para a busca incessante de algo que não sabemos exatamente o que é. Uma hora é uma coisa, outra hora é outra e nunca nada será definitivamente satisfatório. O sujeito só se constitui como sujeito do desejo. O desejo não é construído, ele é constitutivo. Quanto ao saber, ele é uma busca de entender sobre o desejo, uma tentativa de dar conta da falta. Para finalizar, seu amigo tem toda a razão. Desejo e angústia são duas faces da mesma moeda. De acordo com Freud, a angústia se dá pela proximidade do sujeito com seu desejo incestuoso. Pela perspectiva freudiana, onde há desejo há angústia. Ambos estão intimamente ligados. Se tiver mais questões, volte a escrever! Vou adorar receber mais visitas suas!   



Escrito por Luisa Mascarenhas às 15h36
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PERGUNTA:

"Há mais ou menos 8 anos tenho um relacionamento com um homem casado, as desculpas dele em relação a esposa é que logo a deixaria, que tem os bens que estão no nome dela, hoje tenho 41 anos a um ano tive o nosso filho, fiquei gravida sem desejar pois ja tenho filhas adolecentes, ele tb sabia do meu desejo de não ter mais filhos, mas aconteceu no começo ele me sugeriu que eu abortasse, mas por conficções proprias não o fiz e hoje nosso filho tem 1 ano, brigamos muito, ele é muito agressivo comigo em palavras, hoje tudo o que ele tem esta no nome da esposa, acredite que ela sabe do nosso filho e ate da palpites, por algumas vezes ele ensinuou que quer ficar com o menino, que ela criaria, as vezes quando brigamos por telefone na presença dela ele da entender para ela que sou eu que estou atras dele, nosso relacionamento acabou, eu terminei..por não aguentar tanta humilhação, e ja ter certeza que ele não ira larga-la para ficar comigo preciso de ajuda, pois me sinto só."

RESPOSTA:

Luiza, imagino o quanto você está sofrendo com toda essa situação. Não é possível apagar da memória as humilhações às quais você se submeteu por tantos anos, mas certamente é possível e necessário que você dê um basta numa relação que sabe não ter futuro e nem sequer presente, já que ele tem sido agressivo com você. Seu amor a deixou iludida durante muito tempo, porém agora você já sabe que as promessas são infundadas. Você sabe também que não está feliz e que precisa se libertar deste relacionamento. Enfim, você já tomou consciência de tudo que se passa, mas não quer encarar os fatos na prática. Pela sua pergunta não ficou claro se você já rompeu a relação. Se já rompeu, significa que está abrindo as portas para uma nova etapa da sua vida, dando a si própria oportunidade de ser feliz. Se não rompeu, está esperando a situação chegar em que ponto? Sei que muitas vezes não temos forças para tomar atitudes que sabemos serem as mais sensatas, ou não conseguimos manter nossas decisões, mas se é esse o caso acho que vale a pena você buscar ajuda terapêutica. Uma terapia pode lhe dar o suporte necessário para superar este momento difícil. Se você mora no Rio podemos conversar pessoalmente sem compromisso. Posso também indicá-la para algum outro profissional. Caso queira entrar em contato meu e-mail é luisa@meuprovedor.com.br . Lembre-se que a responsabilidade pela sua felicidade está em suas mãos. Este poder pertence somente a você, não delegue isso a mais ninguém. Ter me procurado já mostra que você está mesmo querendo mudar. Não deixe de buscar ajuda, certamente você conseguirá se fortalecer e ultrapassar esses obstáculos. Aguardo seu contato!    



Escrito por Luisa Mascarenhas às 15h35
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PERGUNTA (mais uma vez destaco que todas as perguntas devem ser feitas na área destinada a comentários):

Dra., estou com um problema. Terminei um namoro longo a pouco tempo e minha ex-namorada (ex-noiva na verdade) não parece ter aceitado a separação. Não quero voltar mas ao mesmo tempo gosto dela e não quero ver ela triste. O que vc recomenda?

Resposta: Carlos, sei que neste momento em que o laço afetivo entre vocês ainda é forte é difícil vê-la passando por isso. Mas você não é responsável pela felicidade dela. Reatar por pena é certamente a pior opção, já que nem você nem ela estariam satisfeitos. O que ela está passando é provisório e faz parte de qualquer rompimento amoroso. É possível que com essa dor ela aprenda muito sobre ela mesma e sobre o que deseja para os próximos relacionamentos. Sua ajuda talvez não seja a mais adequada nessa circunstância. Ela deve ter parentes e amigos que podem dar o suporte necessário para atravessar esse período inevitavelmente sofrido. O melhor é ficar na sua, sem interferir nem dar falsas esperanças. Seu apoio pode despertar expectativas equivocadas e isso só vai prejudicá-la e prolongar esta tristeza. Espero ter ajudado. Volte sempre que quiser!   



Escrito por Luisa Mascarenhas às 19h10
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Torça para que seu parceiro tenha sucesso. Você vai crescer com ele

 

Numa relação amorosa, os parceiros costumam prezar a felicidade mútua e compartilhar momentos de realização com genuína alegria. Contudo, não é raro que, em momentos significativos, as pessoas se surpreendam diante de um comentário ou comportamento destrutivo de seus companheiros, que contavam como sua torcida incondicional. Nesse momento, têm a sensação de que suas expectativas estavam equivocadas e sofrem uma dolorosa decepção.
No caso, por exemplo, de um dos dois conseguir o emprego com que sempre sonhou, ser promovido ou passar num importante concurso, espera-se que o companheiro sinta-se orgulhoso e divida esta satisfação. Mas nem sempre é desse modo. A situação traz à tona o fato de que o casal não é uno, é composto por duas pessoas com anseios e emoções próprias, que vivem experiências singulares.
Se um dos dois é promovido enquanto o outro atravessa uma fase ruim no trabalho, talvez tenha de lidar com sentimentos ambivalentes do parceiro: de um lado, alívio pela segurança financeira; de outro, ressentimento e fantasias de inferioridade. Assim, pode não receber o carinho que esperava e ainda enfrentar certa dose de agressividade. Da mesma forma, um aumento no salário da esposa deveria deixar o marido satisfeito pelo reconhecimento que sua mulher obteve; mas, se passa a ganhar mais do que ele, é possível surgir certo mal-estar, que às vezes se transforma em atitude destrutiva.
Os exemplos de boicote são numerosos. Quantos de nós já presenciaram uma cena de ciúme absolutamente descabida, em plena festa de aniversário de um dos membros do casal? Ou a bebedeira de quem tenta atrair para si a atenção, num dia em que o outro está sendo prestigiado por todos? Em geral o boicote não envolve agressão consciente - o que não ameniza seu efeito destruidor. Lidar de forma inadequada numa hora de brilho do companheiro não significa necessariamente dificuldade em torcer por seu êxito. Pode ser que, numa circunstância específica, a pessoa se encontre vulnerável, ou sinta-se inferiorizada ou ameaçada por alguma razão. Há, contudo, pessoas que sempre boicotam os parceiros e casais que funcionam com dinâmicas nocivas, em que ambos agem assim com freqüência. Em tais casos, a psicoterapia é indicação pertinente. É esperado que casais vivam conflitos e compreensível que as pessoas possam desapontar seus companheiros em momentos de conquista. Mas isso não impede a tentativa de prevenir esse tipo de reação e de minimizar os danos possíveis caso ocorra.
A primeira providência é esvaziar a expectativa idealizada de uma relação em que se recebe do amado apoio constante e incondicional em todos os aspectos e momentos da vida. Essa fantasia leva a sucessivas e inevitáveis decepções. A segunda é tomar consciência de que tanto o parceiro como você podem falhar, e portanto estar atento aos seus sentimentos e atitudes nas situações importantes da vida do outro. Às vezes é mais fácil dar apoio a alguém que está triste do que lidar positivamente com o sucesso alheio. A consciência de que todos temos emoções conflitantes, muitas vezes obscuras, é imprescindível para prevenir ações destruidoras. Há também a necessidade de ser humilde e assumir os erros quando estes já ocorreram, e dispor-se a correr atrás do prejuízo causado ao outro. Conversar com o parceiro assim que o desconforto for identificado costuma ser produtivo, pois evita que o ressentimento se manifeste em atitude agressiva. É comum usar o boicote como forma de levar a relação à gota d´água e com isso fazer emergirem conflitos ocultos. Entretanto, o diálogo deve ocorrer muito antes de se chegar a esse ponto. Agindo assim, erros ainda serão cometidos, mas muitas feridas serão evitadas. Não é só a dor - nossa e do outro - que nos faz crescer, o sucesso também tem muito a nos ensinar.

*Este foi mais um artigo publicado na revista CARAS - Seção AMOR



Escrito por Luisa Mascarenhas às 02h01
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