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| DIVÃ ONLINE por Luisa Mascarenhas |

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Nova pergunta recebida:
"Oi, Venho passando por uma depressão já a alguns meses. Tudo na minha vida esta monótono, estou desempregada e minha vida amorosa está péssima. Queria saber se tem alguma sugestão ou algo que eu possa fazer para tentar sair desta situação. Obrigada"
Resposta: Carmem, sua situação é delicada. De fato, estar desempregada e com problemas na vida amorosa são obstáculos concretos para alcançar sua realização pessoal. Mas os fatos em si não definem um olhar depressivo sobre o mundo. Há pessoas que, mesmo em circunstâncias sofridas, conseguem manter sua força interior. Então, a questão principal é trabalhar sua maneira de encarar os fatos e lidar com suas dificuldades. É claro que, juntamente a isso, é preciso superar esses entraves ao seu bem estar. Não sei as razões que levaram à sua atual situação profissional nem afetiva, então não posso visualizar com mais precisão o que está ocorrendo. Independente das razões, o fundamental é saber o que você vai fazer para sair da situação em que você se encontra. Você está buscando emprego? Está fazendo algo para melhorar sua vida amorosa? Quais têm sido suas atitudes? Não há porque sua vida ser monótona a não ser que você esteja buscando isso. É você quem determina como será seu dia a dia. Pode ficar sentada esperando um emprego ou correr atrás de seus objetivos. Quanto à vida amorosa, você disse estar péssima, mas em que sentido? Qual é exatamente sua situação? Vou aguardar um próximo contato seu dando mais detalhes. Por enquanto o que posso dizer é que terapia, exercícios físicos e uma rotina estruturada em função de seus objetivos podem ajudar muito. Um terapeuta poderá dizer se seria o caso de procurar um psiquiatra. Se quiser estou disponível para conversar pelo blog ou pessoalmente. Caso queira entrar em contato meu e-mail é luisa@meuprovedor.com.br. Espero notícias suas!
Escrito por Luisa Mascarenhas às 02h25
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www.olhares.com.br
Mais uma vez vou reproduzir uma pergunta formulada na área destinada a comentários (aliás, só para esclarecer, é nos comentários mesmo que as perguntas devem ser feitas) e respondê-la em seguida.
"Mes passado fui traida pelo meu marido com quem sou casada a 9 anos. Descobri na semana passada, mas senti que nossa relacao só melhorou até eu saber da traiçao. Ao mesmo tempo que acho que isso contribuiu para o amadurecimento da nossa relaçao, fico achando que eu deveria terminar para nao ficar mal vista pelos outros que sabem da estoria. É normal eu aceitar a traiçao ja que está tudo tao bom ou devo mostrar para ele que isso tem conseqüências maiores? Se nao tiver claro explico melhor em outro comentario. Obrigada"
Resposta: Claudia, é claro que a opinião daqueles que nos cercam é importante para nos sentirmos valorizados e acolhidos. Porém, o essencial é saber como você se sente diante de tudo isso e o que você considera ser melhor daqui para frente. Não faça o que você acredita que os outros fariam em seu lugar, busque discernir o que você deseja. Não existem regras para questões delicadas como essa. Cada caminho é único e essa decisão pertence somente a você. Se você tiver consciência e se responsabilizar por suas escolhas e atitudes os outros lhe respeitarão. Quanto ao seu marido, acredito que realmente há a necessidade de que ele conheça as conseqüências da situação que ele impôs a vocês dois. Mas isso não significa necessariamente um rompimento entre vocês. Se seu desejo é continuar o casamento, converse com ele, diga como você está se sentindo com tudo isso, exponha os conflitos e inseguranças que essa traição lhe gerou. Pensem juntos como podem fazer para que o relacionamento seja o melhor possível para ambos e deixem claras as regras que sustentarão a união de vocês. É preciso que os dois saibam os contornos da relação para que futuras mágoas possam ser evitadas. Pode escrever sempre que precisar, estarei aqui para ajudá-la!
Escrito por Luisa Mascarenhas às 02h46
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www.olhares.com - F. Monteiro
Reproduzindo uma pergunta feita no comentário de um dos meus artigos abaixo:
"Esse seu artigo veio no momento certo pra mim, me ajudou muito. Aproveitando, queria pedir um conselho... Sou casada há 5 anos, e eu amo viajar. Mas meu marido não gosta, e por ele todo esse tempo eu abri mão desse meu gosto por viagens. Mas as coisas estão mais difíceis entre nós, e será que eu estou sendo vingativa demais em agora, 5 anos depois, jogar essa minha infelicidade na cara dele?!"
Resposta: Alexia, quando uma relação entra em crise é comum virem à tona todos os ressentimentos gerados ao longo do tempo. Acho que você deve refletir se o fato de você não ter viajado é mesmo o foco das dificuldades que vocês estão enfrentando. Talvez haja outros aspectos a serem revistos. Se você está sendo vingativa não me parece ser o ponto relevante aqui. Acho que é importante que você pense o que está despertando sua agressividade em relação ao seu marido e de que maneira vocês podem superar os obstáculos que estão vivendo. Quanto às suas viagens, não esqueça de que um relacionamento implica em negociar. Ceder sempre não é sinal de generosidade, mas de uma dificuldade de entrar em conflito e quem sabe falta de coragem de pagar o preço do seu desejo. Busque conversar com seu marido, fazê-lo entender o quanto você quer fazer essas viagens, mostrando todo seu encanto com essa possibilidade. Sua inspiração para viver essas experiências podem vir a persuadi-lo a participar desse sonho com você. Mas lembre-se, só você é responsável pela sua felicidade. Às vezes parece mais fácil abrir mão das nossas vontades e culpar o outro pelas nossas insatisfações do que correr atrás do que desejamos e pagar o preço da nossa felicidade. Mas ninguém pode fazer isso por você. Sua atitude de tomar as rédeas de sua vida e de buscar sua realização pessoal certamente lhe trará crescimento e produzirá mudanças significativas na sua relação. Espero ter ajudado. Escreva sempre que quiser!
Escrito por Luisa Mascarenhas às 02h11
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Respondendo uma pergunta que recebi nos comentários vou falar um pouco sobre minha formação.
Minha primeira formação foi em Comunicação Social. Depois me formei em Psicologia e me especializei em Psicanálise, tudo na PUC-Rio. Atendo em consultório na Gávea e na Barra (Cittá América). Eventualmente escrevo artigos para a revista CARAS, na seção AMOR. Foi por conta das perguntas, comentários e desabafos que recebo por e-mail toda vez que um artigo meu é publicado que decidi fazer esse blog. Assim posso abrir um espaço para trocar mais idéias com os leitores e todos aqueles que queiram fazer perguntas, tirar dúvidas e/ou debater algum assunto.
Sei que muitas vezes quem está precisando de ajuda não quer se expor, então não precisa se identificar com o nome completo e pode até mesmo trocar o nome se achar necessário. O importante é que a pergunta esteja clara o suficiente para que eu possa respondê-la. Pretendo reproduzir na página principal as perguntas que receber nos comentários, e em seguida colocarei a resposta para facilitar o acesso e visualização. Por favor, fiquem à vontade para participar! O objetivo do Blog é esse!
Escrito por Luisa Mascarenhas às 21h02
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http://www.photographando.blogger.com.br/
Uma frase simples e genial de Nelson Rodrigues que eu sempre adorei: "Sem alma não se chupa nem um chica-bon".
Escrito por Luisa Mascarenhas às 01h48
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José Neves - www.olhares.com
“A melhor saída para a rotina é aprender a reinventar a vida a dois”
Todas as novidades do casamento, em determinada altura, ficam habituais. Quando se instala certa mesmice, a relação entre o casal pode ser prejudicada, principalmente se um dos dois ou ambos não conseguem viver sem emoções fortes. Mas novas vivências mudam as pessoas com o tempo. E permitem que elas, com um pouco de sensibilidade e delicadeza, recriem o cotidiano.
A rotina é uma forma de organização do cotidiano e nesse sentido nos oferece benefícios importantes. É por meio dela que construímos e damos continuidade aos nossos projetos. Na busca de ordenar e fazer melhor uso de nosso tempo e de equilibrar os vários aspectos da vida, determinamos horários para comer, dormir, trabalhar, namorar, encontrar amigos, estar com a família. Tal quadro, em alguns momentos, se torna maçante e aparentemente inflexível, pois tendemos a repetir no dia a dia não só as ações, como também a maneira de realiza-las. Desse modo, em vez de funcionar a nosso favor, a padronização transforma-se em algo ao qual nos sentimos atrelados. Algo semelhante ocorre na vida amorosa. Com a intimidade, aos poucos o casal vai criando padrões no relacionamento: horários para estar juntos, os mesmos programas, gestos, carinhos. Isso, é claro, tem suas razões e propósitos. É uma forma de fazer com que a relação possa fluir e encaixar-se no cotidiano sem exigir muito esforço. Depois, em geral repetimos os padrões que se mostraram bem sucedidos, na tentativa de garantir a aprovação do parceiro e evitar possíveis frustrações. Após algum tempo, porém, a repetição pode causar certo esvaziamento de sensações, uma espécie de anestesia. É como se, de tanto experimentar as mesmas coisas, acabássemos não as vivenciando. Olhamos, mas não vemos; ouvimos e não escutamos; falamos sem dizer; tocamos e já não mais sentimos. Essa perda de intensidade costuma gerar afastamento e desinteresse entre os parceiros. Como resultado, talvez passem a idealizar os momentos mágicos do início, a curiosidade, o frio na barriga, a empolgação com tudo o que dizia respeito ao outro. Há pessoas que não suportam deixar para trás emoções intensas e imprevisíveis como aquelas. Em conseqüência, têm dificuldade em aprofundar uma relação amorosa e usufruir todos os benefícios promovidos pela cumplicidade e a intimidade. Confundem rotina com monotonia - equívoco que pode levar à separação. Solucionar a questão implica, antes de mais nada, lembrar do seguinte: tudo o que é novo deixa de sê-lo. Você pode mudar de marido ou de esposa, pular a cerca regularmente, ou até viajar com freqüência como forma de escapar da mesmice na sua vida afetiva. Contudo, o que era novidade logo vira rotina, cansa, desgasta, se esgota. A melhor saída, portanto, é aprender a reinventar e renovar a própria vida a dois: o que parece velho e conhecido, na realidade, comporta um imenso espectro de possibilidades e descobertas, se observado com delicadeza e investido de criatividade. O primeiro passo envolve reconhecer que a rotina não é tão repetitiva e previsível quanto parece. Como já disse o filósofo grego Heráclito 540-480 a.C.): "Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio". As experiências não se reproduzem e tudo está em constante transição. Há sempre variações: um novo olhar, um sentimento diferente, outra perspectiva. O que ocorre é que muitas vezes não estamos abertos a enxergar a mudança. Tendo ultrapassado essa etapa, é preciso ir adiante. Ou seja, permitir e estimular a si e ao outro ousar, buscar jeitos diferentes de fazer as mesmas coisas. Incentivar e abrir espaço permitem que novas vivências possam acontecer e colorir o dia a dia dos companheiros. O importante é ensaiar o movimento de sair do cômodo; tentar escapar daquilo que já é esperado, conhecido, óbvio. Afinal, a felicidade no amor deve-se em grande parte à capacidade de cultivar o lúdico, permitir-se brincar, testar limites, improvisar, experimentar. Mais importante do que conhecer novos mundos é desenvolver a capacidade de relacionar-se criativamente com o mundo à sua volta.
* Esse foi meu segundo artigo publicado na Caras, não deixem de comentar!
Escrito por Luisa Mascarenhas às 21h32
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Se eu tivesse que dizer um poema que considero leitura obrigatória seria a "Tabacaria" de Fernando Pessoa. Diz muito sobre a condição humana: incerta, misteriosa, transitória, impalpável, e ao mesmo tempo tão concreta e real. Vou citar o início para instigar a leitura. Impossível não suscitar reflexões! Imperdível...
“Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo
Que ninguém sabe quem é
(e se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada
constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras
e dos seres,
Com a morte a pôr umidade nas paredes e
Cabelos brancos nos homens,
Com o destino a conduzir a carroça de tudo
pela estrada de nada."
(isso é só o início, o poema é longo e intenso.... repito, imperdível!)
Escrito por Luisa Mascarenhas às 03h20
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FALAR E OUVIR INTIMIDADES É BOM, PORÉM NÃO SE PODE SER INVASIVO
Contar a vida, compartilhar vivências é essencial para que o relacionamento amoroso se estabilize e fortaleça. No entanto, há um dilema que aflige os casais, principalmente quando se conhecem e estão muito apaixonados: o excesso de confidências. É preciso encontrar o limite entre a intimidade e o desrespeito, para manter o nível da convivência.
A privacidade num relacionamento amoroso é terreno arriscado, cheio de sutilezas e armadilhas. Exige dos parceiros um bocado de sensibilidade e diplomacia. Se, por um lado, uma relação afetiva implica compartilhar a vida com outra pessoa, dividindo alegrias, dificuldades, emoções, dúvidas, medos e desejos, por outro é preciso estar atento à fronteira entre o compartilhar e o invadir. Muitas pessoas acreditam que viver uma relação verdadeira e profunda significa abrir-se completamente, contar tudo que sentem, o que vivem e o que viveram.
É claro que conhecer a história do outro e trocar experiências são fundamentais para que o vínculo se estabeleça e permaneça. Mas será necessário contar tudo? No início do relacionamento, no auge da paixão, amantes trocam confidências de forma ingênua, seguros de que encontraram quem os completa, entende e apóia sem restrições. Neste momento, não existem julgamentos, divergências; somente união. No entanto, em conseqüência dessa exposição excessiva, logo começam a surgir mal-entendidos, repreensões e ciúme. Mas não é apenas na fase do encantamento que o excesso de exposição pode ocorrer. Em diversos momentos os parceiros acreditam que merecem ou têm o direito de saber certas coisas, e acabam interrogando o outro, seja de maneira sutil, seja apelando para tons mais agressivos.
O parceiro, por sua vez, muitas vezes acaba entrando no jogo, por temer uma discussão, briga ou rejeição caso não aja como o outro espera, ou até por achar que, ao contar intimidades, terá a possibilidade decobrar a mesma atitude em reciprocidade. Em uma outra vertente, existem pessoas que sentem satisfação e certo triunfo ao gerar insegurança no parceiro ou na parceira. Por isso revelam episódios que não lhes foram perguntados. Por exemplo: contam cantadas recebidas ou revelam intimidades de seu passado como forma de desestabilizar o outro. Essas pessoas costumam exaltar o valor de suas confidências, dando-lhes uma roupagem politicamente correta, de quem está prezando a sinceridade acima de tudo. O companheiro se vê obrigado a lidar com verdades que não reivindicou. Nesse sentido, torna-se importante lembrar que, assim como é agressivo termos nossa intimidade devassada, obrigar o parceiro ou parceira a escutar certos fatos nem sempre significa honestidade; pode ser também uma tentativa de feri-lo ou mesmo de devastá-lo.
Dinâmicas dessa natureza não oferecem nenhum ganho à relação e trazem prejuízos a ambos os parceiros, gerando ressentimentos e desconfianças. Negociar limites é uma missão difícil. Não é simples aceitar ficar por fora de certos aspectos da vida do outro; mas é necessário manter o respeito e o bom senso. O companheiro, por sua vez, deve conquistar o respeito agindo com grande consideração e cuidado com as emoções despertadas. Afastar os entimentos de rejeição, fazendo com que a pessoa amada se sinta incluída em seu mundo, e ter iniciativas que aumentem sua autoconfiança, são atitudes que preservam o equilíbrio da relação. Não temos como determinar até que ponto a comunicação de um casal pode ser considerada saudável. As pessoas têm limites próprios e cada relação desenvolve uma dinâmica diferente. Então, cabe a cada um fazer o exercício de discernir o que é pertinente compartilhar daquilo que diz respeito apenas a si.
No delicado âmbito da privacidade, é preciso agir com respeito, consideração e muito tato. Assim se preserva o que há de mais íntimo e evitam-se dolorosas ressacas morais, com arrependimentos, culpas e mágoas. Compartilhar sem invadir e sem se permitir ser invadido é a forma mais saudável e generosa de se conduzir uma relação e aprofundar o laço amoroso.
* Esse foi meu primeiro artigo publicado na revista CARAS - Seção AMOR
Escrito por Luisa Mascarenhas às 22h38
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Convite!
Sou psicóloga e este é um espaço aberto para esclarecer suas dúvidas. Sinta-se à vontade para fazer qualquer tipo de pergunta, sugerir temas para discussão e usufruir das reflexões e artigos aqui disponíveis.
Escrito por Luisa Mascarenhas às 02h02
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