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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Mulher, PSICÓLOGA (CRP 05 - 30547)



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DIVÃ ONLINE por Luisa Mascarenhas


PERGUNTA:

"Olá Dra. Li um artigo seu e talvez a senhora possa me iluminar a consicência sobre uma pergunta: Qual o Sentido da Fidelidade? Não é interessane o fato de que muita gente exige fidelidade mas nunca parou pra pensar em por que ser fiel? Estou fazendo, por questionamentos próprios e íntimos, um estudo sobre fidelidade. Alguns problemas comportamentais me perturbam muito a consciência..rs.rs.., meu objetivo é entender sobre a infidelidade de um casal, homem e mulher no caso. Eu quero entender pelo menos um pouco porque as pessoas traem, se machucam e ferem o outro a quem ama. Então pensei: será que as pessoas sabem pra que serve ser fiel? Será que as pessoas sabem essa resposta: por que eu devo ser fiel ao(a) meu/minha companheiro(a)? Se souberem responder isso acho que podem responder também: eu quero ser fiel? E porque mesmo as pessoas namoram? Namorar é só um rótulo ou um comprometimento de sentimentos, uma troca? Qual é a motivação? Obrigada pela atenção!"

RESPOSTA:

Milene, não posso dizer qual o sentido da fidelidade. Existem diversas razões para um casal prezar pela exclusividade, mas há também argumentos fortes que podem levar à infidelidade. Em geral, as pessoas optam pela fidelidade, ou pela aparente fidelidade, porque há bases culturais que tornam penoso o ato de trair o companheiro (a). A própria palavra trair já tem essa conotação negativa. 

O amor e a exclusividade encontram-se conectados na visão da sociedade em que vivemos. Como estamos imersos nestes valores, fica difícil pensar em ser infiel ou aceitar a infidelidade sem uma boa dose de angústia e mal estar. Se associamos amor ao sentimento de posse, fica quase impossível lidar bem com algo que escape a essa regra. 

Mas, se a infidelidade masculina existe desde sempre, temos assistido ao crescimento da infidelidade feminina, fenômeno típico da atualidade, já que só recentemente as mulheres conquistaram sua independência e não precisam mais dos homens para sustentá-las. Então o que se conclui é que a monogamia é uma concepção de relação que vem se mostrando fracassada. Não que ela vá deixar de existir, mas as pesquisas sobre relacionamento indicam que é muito grande o número de pessoas que já traiu e essa tendência parece crescente.

É provável que aos poucos essa noção de exclusividade seja questionada. Isso não significa que a infidelidade vai prevalecer, mas sim a liberdade de escolha. Como você mesma disse, o importante é que cada um busque entender o sentido da fidelidade para sua relação e sua vida, e que cada casal estabeleça sua dinâmica própria de funcionamento.

A verdade é que, ao perguntar para as pessoas qual é o conceito de fidelidade, muitas respostas aparecem. Não há uma idéia comum a todos a respeito do tema. Se cada um pensa de um modo, nada mais justo que cada um aja de acordo com sua forma de pensar. Mas isso, é claro, levando em consideração as negociações entre o casal.

Achei incrível sua colocação, concordo que as pessoas devem sim pensar no sentido da fidelidade para elas, porque senão é um movimento sem nenhum sentido e nenhuma sinceridade e consistência, algo de fora para dentro, imposto pela sociedade e aceito por preguiça de pensamento. É fundamental que as pessoas pensem em por que ser fiel (ou não) e por que exigir (ou não) fidelidade do parceiro(a). 

Acho fidelidade um termo infeliz, porque já parte do princípio de que é algo positivo. No entanto, uma pessoa que se relaciona através da exclusividade afetiva e sexual, mas nunca sequer parou para pensar no sentido disso, na realidade parece estar sendo fiel não ao companheiro(a), mas a um conceito difundido socialmente. A fidelidade para mim é, em primeiro lugar, fidelidade aos próprios sentimentos e pensamentos, sintonia entre estes e os nossos atos. Não vejo valor em ser fiel ao outro sendo infiel a si mesmo. A fidelidade só ganha sentido quando está alinhada com as emoções e com a verdade de cada um. É claro que, como numa relação há dois envolvidos, é preciso que haja uma negociação entre as vontades e visões de mundo individuais.

A ética numa relação é absolutamente única para cada casal. É fundamental prezar a liberdade de escolha. Liberdade esta que não significa sair por aí fazendo o que dá na telha sem levar em conta as conseqüências. A liberdade vem sempre acompanhada pela responsabilidade pelas escolhas feitas. Espero ter respondido sua pergunta. Escreva mais, seus questionamentos foram instigantes.



Escrito por Luisa Mascarenhas às 03h32
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PERGUNTA:

"Dra. Luisa, eu estou muito preocupado, pois minha namorada está sendo perseguida por um maluco. Ela chegou a sair com ele há 3 anos atrás umas vezes, mas ele ficou obsecado por ela. Ela já namorou um outro cara durante 2 anos e o maluco continuava a perseguindo.

Ela não sabe mais o que fazer, pois já trocou de celular, mas o maluco a rastreia pelo Orkut. Ele manda e-mails para ela falando da vida dela e insiste em falar no msn ameaçando passar trote para casa dela. Ela já deixou a família ciente da situação, mas não há o que possam fazer para ela. Ela já inclusive pensou em conversar com o analista do sujeito para saber a melhor forma de lidar com ele. Eu disse que ela tem que ignorá-lo para ver se ele larga do pé dela demonstrando não se abalar pelo que ele faz. Estou certo em orientá-la assim?"

RESPOSTA:

Leo, essa história me parece bastante confusa. Faltam muitos elementos a serem considerados... Por exemplo, que tipo de ameaça esse rapaz faz? Qual é o conteúdo desses e-mails? Ele ameaça ligar para a casa dela e passar que tipo de trote? Ele fala em ameaça física? Qual é o histórico dele? Você sabe se ele sofre de algum distúrbio psiquiátrico

Você diz que sua orientação é que ela ignore o sujeito, o que me faz concluir que ela não tem feito isso. Como ela tem agido então? Por que está entrando no jogo dele? Fica parecendo aqui que ele tem algum trunfo, uma carta na manga que usa para manipulá-la. Independente disso, ela tem o direito de se proteger, seja de ameaças físicas ou ameaças morais.

Você diz que a família não pode fazer nada, mas isso não faz sentido para mim. Já pensaram em falar com a família dele? Quem sabe a situação não se esclarece? Uma outra possibilidade é colocar um advogado para cuidar do caso. Uma ameaça de processo pode, quem sabe, afastá-lo dela. É claro que tentar ignorá-lo é um possível caminho, mas provavelmente ela não consegue fazer isso por alguma razão... Então esse motivo pode fazer toda a diferença para entender essa ligação patológica entre ambos. 

Agora, não acho justo que você seja o único a se posicionar nessa história. Se há de fato uma ameaça, então ela e a família têm que dar um limite a essa perseguição. Se não há ameaça física é claro que a situação é menos grave, mas nunca há garantia que uma ameaça psicológica não acabe se transformando em perigo físico. Mas lembre-se que é ela a responsável pela própria vida (ou ela é menor de idade? Se for, então cabe aos pais dela...) e você pode apenas tentar ajudar.

Acho importante que você se dê conta do quanto isso vem te incomodando. Talvez o rapaz seja muito mais ameaçador para o seu relacionamento do que para a vida dela. Parece que há um mistério acerca do lugar dele para sua namorada. Talvez ela não dê um limite concreto a essa relação, não mostre o empenho que você gostaria para distanciar esse rapaz. Aí, sejamos sinceros, talvez isso tudo seja, na verdade, um grande problema para você, não para ela.

Não se esqueça que o "maluco" já está na vida dela há 3 anos e, mesmo assim, ela não deu um basta. Leo, acho que essa situação é cheia de detalhes mal explicados e que está faltando uma comunicação aberta e honesta entre vocês. Se a ameaça que ele representa não faz com que ela tome providências, talvez a possibilidade de perder você por conta dessa circunstância seja um motivador para dar um ponto final na relação com esse rapaz. Se não for suficiente, talvez a prioridade dela não seja a mesma que a sua. Reflita sobre tudo isso e decida que papel quer ter nessa trama. Pense com calma e veja se não tem sido você a vítima dessa história. Aguardo notícias suas.   



Escrito por Luisa Mascarenhas às 01h15
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PERGUNTA:

"Dra. Luisa, outro dia fui num show com a minha namorada. Ao chegarmos lá, fomos bem lá pra frente, pertinho do palco. Ela pediu insistentemente pra nós sairmos dali porque ela estava ficando incomodada, pois achava que tinham muitas pessoas em volta. Eu como não queria sair, falei pra gente ficar mais um pouco, pelo menos para ver o início do show. Ela continuou insistindo e eu contrariadamente sai de lá com ela, e confesso que fui um pouco grosseiro. Ela achou um lugar que pra ela estava bom, mas pra mim dava no mesmo ficar lá ou aonde nós estávamos antes, então falei para ela pra sairmos dali e ir para outro lugar (nesse momento já estava muito nervoso, pois achei um absurdo ela ir para uma lugar muito parecido como o que nós estávamos, parecia uma provocação).

Enquanto estávamos procurando outro lugar, ela encontrou 2 amigas, e foi falar com elas sem me avisar. Quando reparei que ela não estava perto de mim, fiquei ainda mais irritado, e fui falar novamente com ela. Chamei ela para continuarmos procurando lugar e ela veio com as amigas atrás. Subi uma pequena escada que levava ao andar de cima, para ali assistir o show com ela, porém, para minha surpresa, ela não foi comigo, e foi com as amigas para a pista de dança. Ela meio de longe perguntou se eu não queria ir com ela, e eu disse que não, que ia ficar ali, na esperança dela subir para ficar comigo. Ela desceu e ficou com as amigas o show inteiro, num lugar onde pra mim era tão cheio quanto o de antes.

Fiquei muito decepcionado com ela, pois ela foi no show comigo, e não se importou em momento algum se eu estava sozinho. Quer dizer, eu fiz tudo porque ela quis, e no final eu que me dei mal...Gostaria de saber a sua opinião. Obrigado"

RESPOSTA:

Dudu, sua história está repleta de mal entendidos. Você achando uma coisa, ela achando outra, você querendo de um jeito, ela de outro, você esperando um comportamento, ela agindo de outro modo... Então, o principal ponto a ser questionado é a forma de vocês se comunicarem. Parece que não há diálogo, ou se há está baseado em tons mais agressivos e apelativos. Ao invés de um buscar compreender o outro, parece que o que impera é o espírito competitivo. Ao invés de estarem um a favor do outro, estão jogando cada um por si. Nesse esquema "cada um cuida do seu" fica difícil haver encontro.

Pela sua descrição dos fatos, você parece fazer deduções acerca das motivações e sentimentos dela, mas não busca uma troca real. Você diz que saiu de onde estavam contra a sua vontade, o que aparentemente seria uma gentileza com ela. Porém, no desdobrar da história, você mostrou-se irritado, então na realidade não agiu de uma forma coerente consigo mesmo. Se você discorda de algo e tem um interesse diferente da sua namorada, ao invés de ceder e depois cobrar caro por isso, poderia buscar entender as razões do incômodo dela e estabelecer uma negociação. Você mostra o seu ponto de vista, ela mostra o dela. Aí depois cada um esclarece o que quer e vocês vêem o que dá para ceder em prol do bem estar comum. Tudo isso, é claro, com muita calma. Até porque, se o espírito é de equipe, não há porque apelar para a grosseria. Vocês jogam no mesmo time, então não têm porque estimular essa rivalidade. 

Estou certa de que, buscando uma comunicação mais franca e amistosa, vocês se pouparão de muitos aborrecimentos e reconquistarão o respeito e a consideração mútuas. E aí, Dudu, vocês poderão ver que vencer a dois é bem mais gostoso do que vencer sozinho.  



Escrito por Luisa Mascarenhas às 01h08
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PERGUNTA:

"Dra. Luisa, estou meio perdida e não sei como agir com meu namorado. A questão é que ele tem muitas amigas mulheres, beija e abraça todas afetuosamente e diz que sempre foi assim. Acontece que tenho sentido muitos ciúmes, principalmente por que algumas delas já foram ex-namoradas que viraram amigas. Sempre fico imaginando se não têm alguma segunda intenção e se ele próprio não se sente atraído por algumas delas ainda hoje....

Por favor, me ajude, pois não sei como agir. Nunca me senti tão insegura e ciumenta antes e não sei mostrar como isso me incomoda tanto.... Ele não consegue se colocar no meu lugar, pois realmente não é muito possessivo e não se importa se eu for afetuosa com meus amigos da mesma maneira que ele. Mas acho que para ele é mais fácil, porque não são pessoas do meu passado, e sim amigos de verdade... De qualquer maneira, acho que o fato dele não se sentir mal com minha relação com meus amigos não significa que eu tenha que sentir da mesma forma né? O que você acha?"

RESPOSTA:

Simone, este é certamente o tipo de situação em que não existe certo ou errado, apenas pontos de vista diferentes. Seu namorado mostra coerência ao aceitar que você aja da mesma maneira que ele, mas dois pontos valem ser destacados: primeiro, pelo que você diz ele se mostra excessivamente afetuoso com pessoas que já se relacionaram com ele, o que não é o seu caso; segundo, isso não é algo que o incomoda, o que não significa que isso não incomode você...

Não há muito como medir a justiça num relacionamento. Se, para ele, deixar você abraçar e mostrar afeto fisicamente com seus amigos é algo natural, para você pode ser ofensivo ele fazer o mesmo. Cada um tem uma história de vida e de relações amorosas e familiares, então vocês pensam e sentem de maneiras diversas. Mas se tolerar as diferenças é algo desejável e louvável, todos nós sabemos o quanto é difícil se levarmos isso às últimas conseqüências.

O que tem mais peso: você aceitar seu namorado como ele é e aturar certos comportamentos que a deixam desconfortável, ou ele aceitá-la como você é e abrir mão de algo que para ele é bom e natural? O que é mais doloroso: você "engolir" uma situação que lhe causa mal estar ou ele deixar de fazer algo que lhe é prazeroso? Certamente cada um vai optar pelo seu ponto de vista e defender os seus interesses...

Então neste tipo de caso a melhor saída é conversar com ele, dizer como você se sente e propor uma negociação. Relacionar-se é estar disponível para dialogar e ceder quando necessário. Se ambos mostrarem compreensão e cederem um pouco, ninguém perderá muito e a relação sairá vitoriosa. Vale a pena tentar. 



Escrito por Luisa Mascarenhas às 17h57
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PARA FAZER PERGUNTAS OU COMENTÁRIOS BASTA CLICAR ABAIXO DAS RESPOSTAS, ONDE ESTÁ ESCRITO "Perguntas e comentários". AS PERGUNTAS SERÃO POSTERIORMENTE REPRODUZIDAS POR MIM NA PÁGINA PRINCIPAL, SEGUIDAS DAS RESPOSTAS. NÃO É NECESSÁRIO IDENTIFICAR-SE, O IMPORTANTE É PARTICIPAR!!!

Escrito por Luisa Mascarenhas às 17h29
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PERGUNTA:

"Tenho 29 anos e namoro um rapaz de 26 há uma ano e quatro meses. Nós combinamos muito, ele diz que me ama, que me quer como sua esposa e é muito carinhoso também. Mas tenho tido alguns problemas com esse meu namorado e não consigo desabafar com ninguém. Devido a estes problemas tenho me tornado uma pessoa com baixa auto-estima, tenho chorado muito sozinha, e estou com problemas de ciúmes e desconfianças.

Antes de nós namorarmos havia uma moça que meu namorado tinha amizade e ela acabou gostando dele, mas ele nunca quis nada com ela; ele disse que nunca viu ela com outros olhos. Somos cristãos e ela também é. Nos 3 primeiros meses foi tudo bem, mas quando ela decidiu congregar no mesmo ministério que nós tenho tido problemas sérios. Meu namorado começou a ter umas atitudes estranhas.

Ela acabou indo congregar em outra Igreja próxima da nossa.Todo dia ela passava às 22 horas na frente da nossa Igreja e neste horário meu namorado ia para fora.Ou então ele ficava um tempão do lado de fora da Igreja, dando a entender que estava esperando alguém passar.Quando eu ia reclamar ele dizia que era por causa de calor que ele sentia e não agüentava ficar do lado de dentro. Hoje ela congrega em outro lugar. Não a vi mais. Mas ela mora perto da casa dele e a família dela tem muita amizade com a família dele. Ela trabalha no mesmo bairro e tem uma praça perto do seu trabalho. Meu namorado deu de ficar lá descansando, dizendo que é para aliviar a tensão que ele tem sentido porque ele está desempregado. Mas justo ali?

Esta moça está namorando e diz que vai casar em julho, mas quando vê o meu namorado fica toda assanhada. Eu estou totalmente confusa e preciso de um aconselhamento, pois tenho chorado muito, me sentido lá em baixo mesmo. Não consigo desabafar com meus familiares, pois eles já vão logo pro "desiste deste cara".

Doutora,se puder me ajudar ficarei muito grata, pois estou sem saber o que fazer nem como agir.Ele diz que me ama, que nunca quis nada com ela, que é de mim que ele gosta, que quer casar comigo, mas eu não tenho mais confiado no que ele tem dito.O sentimento que sinto por ele é firme, ele diz que o dele também é, mas eu não tenho confiado. Me ajude doutora a encontrar uma saída, pois eu quero me casar, ser feliz, mas com alguém que realmente me ame de verdade. Obrigada!"

RESPOSTA:

Elizabeth, não confiar no parceiro de fato gera muita ansiedade e pode acabar com a relação e com a sua felicidade. Não me parece que você tenha fatos concretos para duvidar da fidelidade de seu namorado, há grandes chances disso tudo ser uma fantasia sua. Se ele não quis namorar essa mulher antes, por que haveria de querer agora que ela está quase casada e ele está com a pessoa que ele ama? Claro que tudo é possível, mas acho que você pode estar montando para si mesma uma armadilha.

Quanto mais insegura e ciumenta você ficar, mais chances tem de perder seu namorado. A possessividade e o controle desgastam o casal e podem tornar o relacionamento insustentável. Você precisa decidir se vai continuar essa relação e confiar nele ou vai dar fim ao namoro. Terminar uma relação de amor recíproco por uma desconfiança infundada não parece ser a melhor opção. O melhor para você nesse momento é buscar se valorizar mais, trabalhar sua auto-estima e sua independência. Se você sentir que sua felicidade não está nas mãos de seu namorado, certamente vai dar menos importância à vida dele e mais à sua. Boa parte da insegurança gira em torno do fato da pessoa achar que ficaria absolutamente infeliz sem o outro, que o parceiro é tudo na vida dela e que sem ele a vida perde o sentido. Quando estamos focados em nós mesmos, cultivando amigos, trabalho, cuidando do corpo e da saúde e usando nosso potencial criativo em hobbies, como esporte, dança, instrumentos, línguas, arte etc, acabamos mais auto-confiantes e aí o ciúme se torna um evento ocasional, ocorrendo só quando há motivos evidentes.

Procure cuidar mais de você e preocupar-se menos com o que ele anda fazendo. Uma mudança desse tipo pode gerar reviravoltas na relação. Um boa psicoterapia também poderia ajudá-la muito. Se você não puder pagar, saiba que existem serviços de psicologia que cobram um preço bem baixo e têm bons profissionais. Se você me disser onde mora posso tentar lhe indicar algum. 

O relacionamento é apenas uma parte da vida, e não deve ser superestimado em detrimento das outras. Seu amor por você deve vir antes de tudo, essa base é imprescindível para a construção de uma boa relação afetiva e para o bem estar de forma geral. Não espere que seu namorado lhe dê a garantia de que você tem valor e é importante e amada, cabe somente a você mostrar a si mesma e ao mundo o quanto é especial. Ame a si própria que as pessoas vão seguir seu exemplo. Um grande abraço.



Escrito por Luisa Mascarenhas às 03h07
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PERGUNTA (para ver a versão completa ler os comentários da pergunta anterior):

 
"Tenho uma grande amiga e também xará chamada Cristina. Tive há algum tempo atrás um desentendimento com ela quando me mostrei preocupada com uma situação em que achei que ela estava sendo irresponsável. Ela discordou e ficou magoada e não quis mais tocar no assunto. Aos poucos as coisas foram voltando ao normal, mas por conta do acontecido eu sempre pensava muito antes de falar ou fazer qualquer coisa. Foi quando a gente conheceu o pessoal do fotolog que temos em comum. Foi até legal porque sempre é bom fazer novos amigos. Eles também se tornaram meus amigos, pelo menos eu achava, mas depois notei que eles só conversam com a Cris, comigo não. Conversam comigo e me tratam bem porque pra onde a Cris vai, eu também vou, porque na maioria das vezes eu que vou dizendo o caminho porque a Cris não sabe andar por todo lugar e é ela quem dirige. Depois de um tempo, comecei a sentir ciúme da amizade da Cris com eles porque já tava uma rasgação de seda exorbitante, por pessoas que ela só conhecia há pouco tempo.
 
Deixei pra lá porque achava que era só bobagem. Mas aí, eu travei mais ainda, não conversava mais os meus problemas com a Cris porque achava que ela tava ocupada e animada demais com os novos amigos. Eu fiquei de tal forma que coisas que eu fazia espontaneamente não consigo fazer mais, como dar um abraço nela. Eu percebo que as pessoas se aproximam mais dela do que de mim, acho que se aproximam dela primeiro porque ela é bonita e depois porque vêem que é uma pessoa bonita por dentro também. Como não sou bonita como ela, não tenho chance de mostrar às pessoas que sou uma pessoa legal também. Hoje eu descobri que mais um amigo em comum está apaixonado por ela, já é o terceiro só este ano.
 
Tudo isso faz com que eu me sinta rejeitada pelas pessoas e isso me deixa bastante chateada, porque eu não quero ser do modo que as pessoas querem que eu seja, eu quero ser e fazer tudo de modo que eu me sinta bem mas tá dificil disto acontecer.... Eu sinto como se não fosse digna de fazer novos amigos, de me apaixonar por alguém ou de ninguém se apaixonar por mim porque primeiro as pessoas vão se aproximar dela e depois de mim porque sempre saímos juntas.
 
A mãe da Cris diz que mesmo que a pessoa não seja bonita, tem que se sentir bonita. Só que ela se contradiz muito porque fica fazendo comentários do tipo: O fulano é tão bonito, mas a namorada.... Como se uma pessoa que é feia não tivesse o direito de amar uma pessoa bonita. Eu acho isso uma besteira, fico indignada porque às vezes dói, e como dói.... E isso acaba se refletindo pra minha amiga. Outro dia, estávamos assistindo um programa na televisão e aparece um rapaz que canta divinamente, ele tem a voz linda. Mas ele é feio. Minha amiga fez o seguinte comentário: ele pode até cantar bem, mas é feio, gente feia devia ser proibida na televisão, só devia aparecer gente bonita. Eu fiquei estarrecida, sem nem o que falar...
 
Assim minha auto-estima vai diminuindo... Eu sei que minha amiga gosta de mim, de verdade. Eu a tenho como uma irmã e ela também demonstra muito carinho por mim. Sei que ela faz esses comentários não para me atingir, ela fala e nem percebe que pode estar magoando outras pessoas, ao contrário da mãe dela. Então esta é a minha situação. Eu gostaria muito de saber sua opinião."

RESPOSTA:

Cristina, achei bastante instigante tudo que você contou, é uma situação bastante delicada a sua. Dá para notar que há um misto de sentimentos positivos e negativos em relação à sua amiga. Você gosta dela e sabe que ela também gosta de você, mas se sente mal por perceber que ela é o centro das atenções por sua beleza exterior e interior.

Você reconhece o valor da sua amiga, só que parece não reconhecer o seu. Pode ser que ela seja mais bonita que você, isso eu não tenho como saber. Mas lembre-se que beleza não é um conceito estático e não há uma opinião única sobre esse ponto. Cada um vê beleza em uma coisa e ser uma pessoa bela é sem dúvida algo muito maior do que simples traços físicos. 
 
Não nego que a harmonia estética ajuda a aproximar pessoas, mas ela não garante nada se não for seguida de outras qualidades. Da mesma maneira, o fato de não ser tão privilegiada fisicamente não determina que você não será amada. Quando estamos bem conosco, reconhecemos nossos valores e qualidades, sabemos explorar o melhor do nosso potencial e transmitimos auto-confiança e alegria, acabamos por atrair outros para perto de nós e encantando as pessoas de uma maneira geral.
 
A beleza é um conjunto. Se você acha que não é tão bonita, talvez precise aprender a explorar mais seus pontos positivos. O charme, a elegância, a sensualidade, a simpatia, o carisma, a conversa, o perfume, o fato de estar sempre bem tratada e mostrar amor por si mesma podem ser formas de conquistar a atenção das pessoas.
 
Ao invés de investir seu tempo pensando no que sua amiga tem de bom e no quanto você é colocada em segundo plano, busque pensar em formas de se fazer mais interessante ao olhar dos outros e de si própria. O que você quer transmitir? Certamente essa sensação de que você é sempre preterida em lugar da outra Cris não colabora em nada para ser mais querida. Quando nos sentimos rejeitados muitas vezes acabamos por piorar a situação agindo de acordo com essa posição de vítima. Ninguém lhe coloca em segundo plano por simples prazer ou preconceito. Você deve colaborar para essa imagem que as pessoas têm de você. Páre de focar nas qualidades alheias e olhe para dentro. Um processo de auto-descoberta, de avaliação de suas características físicas e de personalidade pode ajudar muito a sair dessa situação.
 
Não fique achando que o mundo conspira contra pessoas menos dotadas esteticamente. De fato a beleza ajuda muito, mas há muitos exemplos de pessoas que se tornam belas por sua atitude perante a vida e as pessoas, mesmo não sendo tão privilegiadas fisicamente numa análise mais imparcial. Lembre-se que grande parte da beleza é absolutamente impalpável. Quando transmitimos uma energia boa e estamos de bem conosco e com nosso corpo, acabamos por nos tornarmos pessoas mais bonitas em todos os sentidos. Reflita sobre tudo isso e escreva novamente, vou adorar receber mais questionamentos seus.


Escrito por Luisa Mascarenhas às 02h24
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PERGUNTA:

"Tenho um filho com 11 anos que estuda a 4ª série (reprovou 1 ano). Ele tem dificuldades na escrita e não consegue prestar atenção em nada (vive no mundo da lua) e muitas vezes é agressivo. É incrivel mas às vezes esquece até que já tomou banhou e não consegue se concentrar em nada. A única coisa que gosta de fazer é ler e falar, na escola recebe elogios por ser ótimo aluno na leitura e apresentação oral ou prova oral, mas na escrita é um caso sério, não acompanha o que é passado no quadro somente o que lhe é ditado. Não sei mais o que dizer às escolas, pois essa é a quinta escola que está passando, todos dizem que não podem avaliá-lo se não consegue passar para o papel (prova escrita). O que devo fazer e como devo proceder com a escola?"

RESPOSTA:

Djanira, sua pergunta é complicada de responder, já que é impossível - e seria totalmente leviano - fazer um diagnóstico do seu filho só por uma breve descrição dele. Acho que o ideal seria procurar um psiquiatra, ou antes disso um psicólogo para avaliar com mais consistência o que está se passando. 

Lendo sua descrição penso que uma possibilidade a ser investigada é o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), mas não sei se esse diagnóstico já foi descartado por alguma razão. Caso você queira se informar sobre o tema, há muitos sites na internet que abordam o assunto e diversos livros também. 

Um bom profissional lhe dirá a melhor forma de conduzir o tratamento e também a vida escolar dele. Aqui infelizmente não tenho como ousar fazer afirmativas, porque não tenho material suficiente para chegar a uma conclusão. É imprescindível que você procure ajuda e que esta venha de um profissional sério e responsável. Estou aqui para esclarecer outras dúvidas que você tiver, escreva sempre que precisar.  



Escrito por Luisa Mascarenhas às 02h34
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PERGUNTA:

"Meu namoro estaria completando dois anos. Neste tempo, ele terminou comigo depois de havermos completado um ano de namoro e antes de completarmos dois anos, terminamos de uma forma "consensual", mas ainda gosto dele e sinto que ele ainda gosta de mim, já que nos encontramos duas vezes depois do término e a atração continua a mesma, mas na última vez que nos encontramos decidimos que como ele iria viajar seria melhor não voltarmos. Estou confusa! Me ajude! Tenho medo de perdê-lo. Obrigada"

RESPOSTA:

Beija Flor, você diz que ainda gosta dele, mas que o término foi uma decisão de ambos. Você não contou as razões que levaram ao rompimento, mas elas devem existir, caso contrário vocês ainda estariam juntos. Às vezes, após um tempo de afastamento, passamos a nos lembrar somente dos bons momentos da relação e esquecemos os motivos que nos levaram a optar pela distância.

Pode ocorrer de haver uma reflexão de ambas as partes e a conclusão de que as razões do término não eram tão fortes em relação ao amor e à satisfação obtida no relacionamento. Certamente o afastamento faz com que muitos relativizem questões que pareciam insolúveis e inaceitáveis. Pode ser que vocês realmente tenham se dado conta de que podem administrar os problemas que estavam vivendo em nome desse sentimento que nutrem um pelo outro. Mas há a possibilidade de estarem simplesmente agindo impulsivamente, pelo desespero da perda, tentando tapar esse buraco que fica durante um tempo quando rompemos uma relação.

Nunca é fácil terminar um grande amor, mas pode ser necessário. Isso só vocês podem saber, de fora não há como avaliar os custos e benefícios deste relacionamento. De qualquer maneira, parece que há uma viagem que vai afastá-los. Se vocês estivessem absolutamente certos de que querem ficar juntos, nem mesmo a distância física seria um empecilho, apenas um obstáculo a ser enfrentado. 

Pelo visto há ainda um caminho a percorrer até saber que decisão tomar. Busque não se deixar dominar pelo medo da perda, afinal de contas essa é uma dor provisória que pode ser encarada em nome de sua felicidade a longo prazo. Aguardo notícias suas! 



Escrito por Luisa Mascarenhas às 16h03
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PERGUNTA:

"Oi, minha amiga me indicou o seu blog, e queria que vc me ajudasse. Meu pai "era" alcoólatra tinha parado de beber completamente, toda minha família morava aqui em São Paulo, mas minha mãe teve que ir com minha irmã para o Rio e só vem um final de semana ou outro. Hoje em dia meu pai é médico, um ótimo médico, e percebo que ele anda bebendo, só que continua afirmando que não bebe, mas sei que ele bebe, bebe quando vai na rua comprar alguma coisa ou dá desculpa que precisa comprar uma coisa pra beber. Amo meu pai, tenho um filho que ele me ajuda em tudo, apesar de tudo isso tenho muito muito respeito por ele, mas tenho medo de falar alguma coisa com ele e magoá-lo, acabo ficando quieta e fingindo que não sei de nada. A gente já teve muitos conflitos por causa disso, brigas horríveis, separação. Será por isso que quando minha mãe está aqui ele não bebe, sabe Luisa não acho errado a pessoa tomar uma cervejinha ou outra, acho até legal, mas acho feio e sim errado fazer escondido, o que devo fazer?"

RESPOSTA:

Ana, essa situação é mesmo muito delicada. O alcoolismo é uma doença que atinge uma parte significativa da população e é uma condição considerada irreversível. A pessoa pode parar de beber, mas não deixa de ser alcoólatra, porque o fato é que não consegue lidar com a bebida da mesma maneira que os outros que não se encaixam nessa categoria por não criarem dependência. Então infelizmente é uma espécie de condenação, algo que seu pai terá que se haver para o resto da vida, mantendo um controle constante e rigoroso.

Como você deve saber, há grupos de mútua ajuda para pessoas como ele, onde ele poderia encontrar apoio de amigos e suporte emocional para encarar os fatos e persistir na abstinência. É claro que uma terapia poderia também ser muito proveitosa, já que as pessoas buscam o álcool por estarem frágeis psiquicamente, e com a ajuda de uma psicóloga seu pai talvez conseguisse trabalhar as questões dele num consultório, ao invés de fugir delas recorrendo à bebida.

Você disse que quando sua mãe está por perto ele não bebe, o que pode ser indício de que a ausência dela é um motivador para recorrer ao vício e se "anestesiar" dos problemas. Pode ser também que sua mãe seja alguém que ele respeite e considere muito, e que por isso consegue dar limite à essa dependência. Somente a presença dela parece já fazer a diferença. Mas ela não está vivendo com vocês e, portanto, alguma providência deve ser tomada.

Que tal usar essa influência da sua mãe, contando a ela o que tem se passado e pedindo colaboração? Pode ser que ela consiga ajudar você e seu pai a encontrarem uma solução. Ela poderia sugerir a terapia e o grupo de mútua ajuda, o chamado AA (Alcoólicos Anônimos). Mas há muitas nuances para lidar com o dependente, então seria interessante que você, e se possível sua mãe, procurassem orientação. Vocês podem participar de reuniões dos AA caso queiram entender mais o que seu pai vive. Existem também grupos específicos para familiares e amigos de dependentes, o que pode ser bom para vocês.

A literatura sobre o tema também é vasta. Uma pesquisa na internet pode ser produtiva. Acabo de ver um site bem interessante, o link é  http://www.saudeinformacoes.com.br/materias_ver_materia.asp?id=187. Esse é um entre milhares que abordam o assunto. Mas lembre-se de que você não é responsável por seu pai, no máximo pode buscar incentivá-lo e apoiá-lo no tratamento. Escreva mais vezes, gostaria de acompanhar o desenrolar dessa situação e ajudar no que for possível.



Escrito por Luisa Mascarenhas às 02h21
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PERGUNTA:

"Doutora, boa tarde! Tenho uma amiga psicóloga que mandou um teste sexy para o namorado onde, assim que ele respondesse, as respostas iriam imediatamente para o e-mail dele, com cópia para ela. Oque o código de ética do psicólogo diz a respeito? No teste tinham perguntas íntimas do tipo... A) Sexo loucura seria com quem? E sexo amor? B) Quantas pessoas vc já transou? C) Gostaria de transar com quem? D) Qual a posição preferida? E coisas deste tipo. Enfim, perguntas onde o coitado do namorado responderia na pressão o que ele não quis responder pessoalmente, e talvez acabaria confessando seus desejos sexuais mais íntimos com outras pessoas. A pergunta é: É com este tipo de testes que os psicólogos trabalham quando seus pacientes não se abrem por livre espontânea vontade? Qual o conselho, por ter mais tempo de carreira, vc daria a ela? Baseado no código de ética do psicólogo, qual a página vc a orientaria a ler ou estudar? Obrigada"

RESPOSTA:

Patrícia, sua pergunta não ficou muito clara em alguns aspectos. Não entendi se sua amiga mandou o teste para o namorado e avisou que ela receberia os resultados por e-mail, ou se mentiu para ele. Acredito que ela tenha dito, então provavelmente se trata de uma brincadeira entre os dois. Não há nesse caso um questionamento profissional, porque foi algo do casal, não uma proposta de diagnosticar um paciente. Não conheço nenhum teste como este que você descreveu, e certamente não é um teste psicológico reconhecido, talvez tenha sido algo que ela pegou em alguma revista ou até inventou para fazer essa brincadeira entre eles. Não existe nada no código de ética que possa dar conta desse tipo de situação, até porque não está referida ao desempenho profissional, e sim à relação entre os dois. Se ela não tiver avisado que os resultados iriam para ela, não se trata de uma falta de ética na profissão, porque não é uma questão entre psicóloga e cliente. Todavia, uma tentativa de obter dados sobre o namorado de uma maneira escusa como essa pode ser considerada um desrespeito a ele, uma invasão de sua privacidade. Mas isso é um problema para os dois resolverem... Quanto à sua pergunta, minha resposta é não. Não é com este tipo de teste que os psicólogos trabalham quando seus pacientes não se abrem espontaneamente, até porque não há outra forma de um paciente se abrir a não ser por livre e espontânea vontade. Se ele não quiser falar de certos assuntos, está em seu direito. Se o tratamento for bem, chegará um momento em que ele tocará nos pontos mais secretos naturalmente e de forma voluntária. A psicologia não busca desmascarar ninguém, e sim ajudar aqueles que querem ser ajudados. Não recomendaria nenhuma leitura específica para sua amiga, porque ela não está ferindo nenhum princípio do código. Na pior das hipóteses, o que ela está fazendo é uma falta de ética no relacionamento. Mas pode ser que não passe de um jogo de sedução entre o casal. Gostaria, no entanto, de entender porque essa história te deixou tão inquieta. Pense sobre isso e volte a escrever se quiser, gostaria muito de falar com você novamente. 



Escrito por Luisa Mascarenhas às 23h32
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PERGUNTA:

"Tive uma 'amiga' que deu em cima do meu namorado por meses a fio, sofri muito porque ele nunca se posicionou contra as atitudes dela, sempre a defendeu quando eu falava qualquer coisa. Hoje ela não é mais minha amiga, e nem do meu namorado porque eu provoquei este afastamento. Acontece que às vezes toco no assunto com ele e ele não se posiciona com relação a ela, além de ficar bravo comigo. Penso nisto todos os dias, é uma dor que me martiriza, gostaria de superar e de não precisar mais ouvir da boca dele que ela isso ou aquilo. Preciso esquecer e não consigo? o que faço?"

RESPOSTA:

Amanda, por tudo que você disse, fico pensando o que você gostaria exatamente que seu namorado tivesse feito. Você parece ter se sentido desrespeitada de alguma maneira ou talvez preterida. Pode ser que sua amiga tenha mesmo buscado seduzi-lo como você acha, ou quem sabe você fantasiou, criou uma história com a qual ele não concorda e não pretende compactuar. Pode ser ainda que ele saiba que ela de fato deu em cima, mas sentiu-se lisongeado com o flerte e não quis dar um basta. É claro que costumamos querer que nosso parceiro "tome as nossas dores" e dê limites a situações como essa, mas nem sempre as pessoas agem da maneira que supomos ser a mais correta, aquilo que faríamos se estivéssemos no lugar do outro. Ele pode ter achado na época que o melhor era não "colocar lenha na fogueira", não instigar seu ciúme e sua insegurança constatando para você em palavras o que estava ocorrendo e mostrando revolta em relação à sua amiga. Preferiu colocar panos quentes, dizer que não era nada disso, que sua amiga era uma pessoa legal, etc. São muitas as possibilidades, estando entre elas também a chance de ele sentir uma certa satisfação com seu medo de perdê-lo. Se ele não se posiciona em relação à ela e fica bravo quando você fala do assunto é porque provavelmente discorda da maneira como você agiu. Não exija que ele pense como você nem que passe a mão na sua cabeça. O importante é ele ter respeitado o limite que você impôs. Você desconfiou do caráter dela e a afastou do convívio de vocês e ele aceitou (pelo menos é o que parece pela sua pergunta). O que você quer mais? Que busca é essa da qual você não se cansa? O que você não ouviu até agora e que precisa ouvir para dar conta dessa angústia? Você parece estar querendo que ele lhê diga que você é a melhor mulher do mundo, a única para a qual ele tem olhos, que sua amiga é infinitamente pior que você e que você não precisa se preocupar com nada, porque ele é todo seu e só seu. Só que você não está enxergando os fatos. Não reconhece que, por mais revoltado que ele esteja com a situação, ele está do seu lado. Não espere dele tantas garantias, é você quem deve estar segura de seu valor. Quanto mais você cobrar tudo que quer ouvir dele, mais difícil será de conseguir. Ninguém faz gestos de amor sinceros sob pressão e exigência. Permita que ele demonstre amor da maneira dele. Se chegar um momento em que o que ele te oferece afetivamente lhe pareça insuficiente ou inadequado àquilo que você deseja, pense se é o caso de investir nessa relação. O essencial é que você tire proveito dessa inquietação para rever a forma com que você se relaciona consigo mesma e a maneira com que conduz sua união. Aguardo notícias suas.



Escrito por Luisa Mascarenhas às 00h46
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PERGUNTA:

"Queria saber por que me sinto só mesmo tendo amigos e família, sinto uma vontade incontrolável de me machucar, não agüento mais viver. Choro toda noite, tá dificil, é uma tristeza muito forte. Eu vou em uma psicóloga, tomo remédio mas não tá adiantando. Às vezes quando eu estou bem tento fazer o que for para me sentir mal, evito ficar feliz, coisas que me fazem feliz, não porque eu não gosto mas...eu não sei, não sei mesmo, quero me sentir bem mas não quero, acho que por medo, não sei..."

RESPOSTA:

João, pela sua pergunta é possível perceber o nível de angústia pela qual você está passando. Há indícios de uma depressão grave, mas é claro que tenho poucas informações sobre você, então não é possível afirmar nada. Você está aparentemente buscando encontrar uma saída para suas questões ao fazer terapia e tomar os remédios prescritos. Só não sei o quanto você está colaborando para seu tratamento e como este está sendo conduzido. Talvez o remédio que você está tomando não esteja surtindo os efeitos desejados, e isso deve ser discutido com seu psiquiatra (você não mencionou, mas acredito que tenha um, já que está sob medicamento). Não era para você estar se sentindo desta forma se a medicação estivesse funcionando da maneira devida. Mas também não sei qual era seu estado anteriormente. Se houve progresso, então dê uma chance ao remédio e à sua psicóloga e faça sua parte para que sua vida tome um rumo mais positivo. Se não houve progresso algum, então reveja o tratamento, discuta seu caso com os profissionais responsáveis. Sei que parece incoerente para você sentir ao mesmo tempo desejo de melhorar e de permanecer infeliz. Parece estranho, mas ocorre de nos acostumarmos ao sofrimento e até nos apegarmos a ele. A felicidade pode significar o desconhecido para você, aquilo que não é previsível nem controlável. Aí você pensa: "É melhor ficar assim triste porque esse mal eu já conheço. Se eu ousar ficar bem posso acabar caindo do cavalo e passando por situações que eu acho que não dou conta." Buscar a felicidade significa apostar em algo para sua vida, desejar, escolher. Então pode surgir o medo do fracasso, da perda, da frustração. Pense sobre tudo isso e leve as reflexões para sua psicóloga. Se você ainda não está seguro de que quer ser feliz, pelo menos assegure-se de que está conduzindo seu tratamento da maneira correta e investindo na sua melhora. O resto será conseqüência.     



Escrito por Luisa Mascarenhas às 01h55
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PERGUNTA:

"Tenho um relacionamento de 5 anos, desse relacionamente tivemos um filho, no começo foi tudo uma maravilha, alegrias, amor, companherismo. Só que agora a gente briga demais, ele reclama que eu fumo (detalhe: ele fuma também) mas ele nao gosta de ver mulher fumando. Quando ele chega que estou com cheiro de cigarro ele se afasta de mim, acho que nosso relacionamento está acabando por isso.?? Na verdade nao sei. Ele falou comigo que quando eu fumo o seu amor por mim fica de baixo do chinelo. Fiquei muito chocada com essas palavras. Por que pra mim amor tem que estar acima de tudo, vícios, manias, e etc. Aceitei o nosso amor com todos os defeitos que ele tinha e tem, com toda carga de vida dele (4 filhos, uma mulher que mora na casa que é dele só que bem longe em Fortaleza e ele mora no Rio). Queria muito saber o que falar com ele. amo de+"

RESPOSTA:

Mônica, o cigarro parece não ser a questão central entre vocês. Provavelmente essa implicância dele com um vício que ele próprio tem está sendo usada em lugar de outra coisa, como expressão de algum ressentimento até agora oculto. Ele usa o cigarro como um motivo para rejeitá-la, o que soa um tanto agressivo. Talvez ele mesmo ainda não saiba porque está agindo assim, ou pode saber e não estar conseguindo dizer por alguma razão. Você também pode estar usando o cigarro para deslocar para este assunto quase banal (pelo menos para um casal de fumantes) problemas mais complexos e dolorosos de lidar. Talvez fumar seja uma forma de atingi-lo em alguns momentos. Acho fundamental uma conversa franca entre vocês, e que haja reflexão das duas partes para compreender o que de fato está gerando tantas brigas. Ambos precisam dedicar um tempo para pensar na relação e nas formas de superarem juntos (ou se necessário separados) essas adversidades. O essencial é não deixar se prolongar uma relação repleta de mágoas e ofensas, porque pode ser que fique tarde demais para recuperar a união e o amor de vocês.   



Escrito por Luisa Mascarenhas às 00h53
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PERGUNTA:

"Queria entender pq saí de um relacionamento mesmo sabendo q amava a pessoa mas q ela não era pra mim, por sair comigo até uma certa hora e depois sair escondido, eu o amo mais não confio, pois se mente é pq faz algo q eu não aprovaria, terminei e hoje apenas ''ficamos'', mas não estou satisfeita, queria q ele fosse como no 1° ano de namoro, ele gostava da minha companhia, não me trocava por farras, quero seguir em frente mais o amo muito e não sei o q fazer, ele fica sem sair por um tempo e depois volta novamente, se vc estivesse no meu lugar o q faria, aceitaria e tentaria ser feliz assim(afinal nenhum homem é perfeito)ou tentava esquecer e quem sabe encontrar alguem melhor?

RESPOSTA:

Bruna, não há fórmulas para resolver essa sua questão. Só você pode saber o que sente por ele e o quanto sua falta de confiança atrapalha sua felicidade. Você diz que queria que ele fosse como era no primeiro ano, o que sugere que você almeja uma relação em outros termos. A questão não é o que eu faria em seu lugar, é o que você quer para sua vida. Só você pode fazer essa escolha. É claro que ninguém é perfeito, mas a confiança é um fator fundamental num relacionamento. Se você acha que consegue investir numa relação nestas condições, vá em frente e dê uma chance ao seu sentimento. Mas se você precisa de mais segurança para cultivar um relacionamento, então reflita sobre isso e lembre-se que o amor pode até ser a base de uma união, mas não é suficiente para sua continuidade nem garantia de bem estar e satisfação. Seu amor por você e seu compromisso com seus valores e com sua forma de ver o mundo são essenciais para sua felicidade.



Escrito por Luisa Mascarenhas às 01h08
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